Bruno Peres
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Depois da aprovação do reajuste do salário-mínimo para R$ 545, como queria o Palácio do Planalto, está por vir mais uma grande disputa no Congresso. Isso porque o governo deve enviar hoje uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física em 4,5%, valor abaixo dos 6,46%, índice da inflação do ano passado, reivindicado pelas centrais sindicais. A oposição também defende uma correção maior, de pelo menos 5,91%. Mas, novamente, o governo não pretende ceder.
A promessa feita pelo Planalto aos sindicalistas é de um debate mais amplo do que o realizado durante as negociações para a votação do salário-mínimo, na última semana. Apesar disso, o governo deverá insistir na correção de 4,5%, índice do centro da meta de inflação para este ano. O cálculo também faz parte de acordo fechado com os sindicalistas.
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, já disse ao secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que não aceitará a imposição de um valor, semelhante ao que foi feito com o reajuste do mínimo. O ministro, segundo relatos de Paulinho – como é conhecido, prometeu novas “mesas de negociação” para as discussões acerca da pauta trabalhista no Congresso.
“Se for para impor (o reajuste de 4,5%), melhor só publicar. Aí a gente vai para as ruas lutar por um valor maior”, afirmou o líder sindicalista. As centrais sindicais prometem outra série de manifestações na próxima semana, em defesa de um reajuste maior da tabela do Imposto de Renda.
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