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Política & Poder

Governo do Rio exonera 30 comissionados em autarquia investigada

Medida atinge o Instituto Rio Metrópole, alvo de investigação do Ministério Público por suposto desvio de mais de R$ 80 milhões.

Redação Jornal de Brasília

22/07/2026 19h33

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo do Rio de Janeiro exonerou nesta quarta-feira (22) 30 ocupantes de cargos comissionados, nomeou dois substitutos para vagas deixadas por ex-diretores presos e trocou mais dois diretores do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Também foi determinada a suspensão do pagamento de contratos em andamento até a conclusão de uma auditoria interna, conduzida por um grupo de trabalho com representantes do IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O grupo terá prazo de 30 dias para analisar os contratos e apresentar as conclusões.

As mudanças ocorrem desde que o secretário de Estado de Governo e secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão, assumiu interinamente a presidência do IRM. O órgão tem funções como elaborar projetos nas áreas de mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação.

O Instituto Rio Metrópole foi alvo de operação do Ministério Público no último dia 9, após indícios de desvio de mais de R$ 80 milhões. Ao todo, o Ministério Público estadual denunciou 11 pessoas à Justiça pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos.

Segundo a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos milionários firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos públicos.

Entre os presos estava o ex-presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, além de Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, e Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil.

Após a operação, o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, afirmou que há um ambiente institucional no estado voltado à corrupção e disse que outras investigações também estão em curso.

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