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Governo diz que consórcio vai entregar 842 mil doses de vacina em junho

Acordo entre o Brasil e o Covax Facility prevê 42,5 milhões de doses. No entanto, até agora só foi entregue 1 milhão

Os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores anunciaram, na noite de segunda-feira (12), que o consórcio Covax Facility, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), deve entregar ao Brasil 842,2 mil doses de vacina contra a covid-19 em junho. O imunizante a ser entregue é o fabricado pela Pfizer/BioNTech.

As doses são oriundas de um acordo entre o Brasil e a Covax. Ao todo, o consórcio prevê 42,5 milhões de doses ao país. Isso seria suficiente para vacinar 10% da população. Até agora, porém, só foi entregue pouco mais de 1 milhão, em apenas uma remessa.

Ressalta-se ainda que as doses que o consórcio entregará ao Brasil em junho não fazem parte das 100 milhões já encomendadas pelo Ministério da Saúde à Pfizer. Dessas 100 milhões, a entrega da 1ª parte está prevista para acontecer em maio.

Será a terceira vacina a ser aplicada no Brasil. Atualmente, o país tem a Coronavac (Butantan) e a Covishield (vacina de Oxford/AstraZeneca).

Com a explosão de casos de covid-19, secretários estaduais de Saúde chegaram a pedir à OMS para priorizar o envio de vacinas ao Brasil por meio do consórcio. “A região das Américas tem recebido somente 7% do total das vacinas distribuídas por meio do mecanismo Covax, apesar de as Américas terem 44% de todos os casos e 48% de todos os óbitos do mundo nesta pandemia”, afirma ofício do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) enviado ao presidente da OMS, Tedros Adhanom.

No mesmo documento, os secretários pedem para a OMS “sensibilizar” a cúpula da ONU para que as doses excedentes de vacinas em países ricos sejam destinadas a países em maior crise na América, especialmente o Brasil.

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