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Governo aprova revisão no plano que prevê substituição de térmicas em Roraima

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), os ajustes aumentam a confiabilidade do atendimento à população a partir da entrada em operação de novas usinas

Foto: Usina térmica da Eneva/Eneva/Divulgação

O governo aprovou nesta quarta-feira, 6, uma revisão no plano de substituição do atual parque gerador do sistema elétrico de Roraima para aumentar a segurança no fornecimento de energia no Estado, único que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), os ajustes aumentam a confiabilidade do atendimento à população a partir da entrada em operação de novas usinas, contratadas em leilão realizado em 2019.

A discussão em relação aos períodos de funcionamento das usinas aconteceu em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) nesta tarde. O colegiado, presidido pelo Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, é responsável por analisar as condições de suprimento de energia e funcionamento do setor no País.

“O CMSE aprovou a revisão do Plano de Substituição do Parque Gerador do Sistema Elétrico de Roraima, após avaliação dos aspectos de segurança operativa e dos custos associados. Com a revisão do Plano, aumenta-se a confiabilidade do atendimento eletroenergético ao estado de Roraima, a partir da entrada em operação segura dos empreendimentos de geração vencedores do Leilão nº 01/2019, cujos custos de operação são reduzidos em relação aos das usinas utilizadas atualmente”, informou o MME em nota.

O fornecimento de energia no Estado foi discutido na última reunião do colegiado, em 1º de junho. No mês passado, o governo determinou que o estoque de combustíveis disponível para geração das térmicas que atendem a capital, Boa Vista, passasse a ser mantido na capacidade operacional total. À época, havia uma preocupação com o transporte de diesel para as usinas, devido às condições adversas de tráfego em trechos que ligam o Estado a Manaus, no Amazonas.

Em nota, o MME ressaltou a publicação de uma portaria em 29 de junho, que amplia o estoque de combustível para geração das usinas que atendem o Estado. A medida, de acordo com a pasta, confere maior autonomia e segurança para a operação.

Em relação aos demais Estados, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou que os estudos apresentados, que avaliam as condições até o final de dezembro de 2022, indicam o pleno atendimento, tanto em termos de energia quanto de potência, em todo o período. Os dados indicam que as perspectivas de níveis de armazenamento dos reservatórios devem ser significativamente superiores aos verificados em 2021.

De acordo com o ONS, no mês de junho as principais bacias hidrográficas da região Sul apresentaram quantidade de chuvas superiores à média histórica, devido ao avanço regular de frentes frias pela região. A previsão para o final de julho é que sejam registrados, respectivamente, armazenamentos equivalentes a 62,1%, 86,6%, 80,9% e 96,8% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte.

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“Além disso, o ONS informou que tem ocorrido exportação de energia elétrica para a Argentina, proveniente de usinas termelétricas que não estão sendo utilizadas para atendimento ao SIN Sistema Interligado Nacional, em modalidade comercial, conforme regramento estabelecido pela Portaria MME nº 418/2019, trazendo benefícios aos consumidores de energia elétrica. Em junho, houve também exportação de excedente de geração de usinas hidrelétricas, em modalidade de swap”, informou o MME.

Estadão Conteúdo








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