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Política & Poder

Governador do Novo México apóia Obama em momento crucial da disputa democrata

Arquivo Geral

21/03/2008 0h00


O governador do estado do Novo México, purchase Bill Richardson, viagra order deu hoje um apoio crucial à candidatura presidencial democrata do senador Barack Obama, sick o que traduz um revés para as aspirações da ex-primeira-dama Hillary Clinton.

“Obama nos mostrou que classe de líder é”, afirmou, em Portland (Oregon), Richardson, único hispânico à frente de um governo estadual no país e até janeiro passado também pré-candidato democrata à Casa Branca.

Richardson, de 60 anos de idade, já foi secretário de Energia americano e embaixador dos EUA nas Nações Unidas, ambos os casos durante a Administração de Bill Clinton. O governador tem uma longa carreira como membro da Câmara de Representantes (Baixa).

A campanha de Obama atravessa um momento difícil desde que foram exibidos na TV trechos de sermões de Jeremiah Wright, reverendo da igreja de Obama, com frases de condenação aos EUA pela história de racismo e sua política externa.

Richardson elogiou hoje o discurso com o qual o senador por Illinois respondeu à controvérsia sobre Wright.

“Falou a todos como adultos, não fugiu de um assunto que é difícil e sobre o qual temos de falar, e nos mostrou que o cinismo não é algo realista, e que a esperança não é bobagem”, declarou.

Em uma primeira reação ao anúncio de Richardson, Hillary minimizou o fato e disse que todos os pré-candidatos têm “personalidades importantes” em seus apoios.

“Mas as figuras proeminentes não são as que ganham as eleições, são os eleitores os que ganham”, acrescentou, em declarações a emissoras locais de TV.

O Comitê Nacional Republicano opinou, por sua vez, que “não é surpresa” o apoio do governador do Novo México a Obama, “já que no passado ele (Richardson) se vangloriou por ter se reunido com ditadores, o mesmo que o senador Obama quer fazer”.

Durante um debate com Hillary, Obama disse que os EUA, após anos de política externa unilateral que deixou Washington isolado, deveria abrir conversas “até com os inimigos”, e citou como exemplo os governantes de Irã, Coréia do Norte, Cuba e Venezuela.

Obama ganhou mais delegados para a Convenção Nacional do Partido Democrata que Hillary até agora, e as atenções estão voltadas cada vez mais aos chamados “superdelegados”, que não são escolhidos pelos eleitores, e sim designados por sua posição na hierarquia do partido ou em cargos no Governo.

Richardson é um desses superdelegados. Os dois aspirantes democratas seguem cortejando o ex-senador da Carolina do Norte John Edwards, que abandonou a disputa à Casa Branca em fevereiro último.

“Conheço plenamente a capacidade moral única de Obama para inspirar os americanos para que confrontemos nossos desafios mais urgentes dentro e fora do país com um espírito bipartidário e de reconciliação”, afirmou Richardson, de forma entusiasmada.

Até agora, Hillary, senadora por Nova York, contou com o apoio da maioria dos eleitores hispânicos nos estados nos quais houve primárias e caucus, e na votação do Novo México recebeu duas vezes mais sufrágios de latinos que Obama.

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