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Governador do Amazonas ainda não informou se vai ou não à CPI da Pandemia

Ministra do STF concedeu a Wilson Lima o direito de faltar ao depoimento

Por Willian Matos 10/06/2021 7h21
Foto: Isac Nóbrega/PR

A CPI da Pandemia deveria ouvir, nesta quinta-feira (10), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Contudo, Lima ganhou no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus que o permite faltar à sessão. Como o político não informou ainda se vai ou não, a CPI vive uma incógnita.

Na decisão que permite Wilson Lima a faltar, a ministra Rosa Weber lembrou que o governador tem o direito de não produzir provas contra si por ser alvo de investigações que apuram o desvio de verbas públicas na pandemia. Caso vá a CPI, Lima poderá poderá ficar em silêncio diante das perguntas que não quiser responder.

Na quarta (9), Wilson Lima declarou que não tinha problema em prestar depoimento à CPI e que iria prestar todos os esclarecimentos necessários. No entanto, o governador ainda não definiu se vai ou não.

O depoimento de Wilson Lima estava previsto para o fim deste mês, mas foi antecipado a pedido do senador Marcos Rogério (DEM-RO), que citou que o governador foi alvo de operação da Polícia Federal. A ação da PF  investiga fraudes na contratação de um hospital de campanha em Manaus-AM. Membros da Secretaria de Saúde teriam favorecido empresários locais a mando do governador.

Caso não compareça à CPI, o próximo depoimento ocorrerá na sexta-feira (11), quando comparecem à sessão o médico sanitarista, Claudio Maierovitch, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Também deve prestar depoimento a pesquisadora Natalia Pasternak, da Universidade de São Paulo (USP).






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