Jéssica Antunes
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O ex-deputado distrital Cristiano Araújo (PSD) vai ocupar cargo de direção na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O nome causou polêmica porque ele foi derrotado nas urnas, é réu na Operação Dracon, que investiga parlamentares suspeitos de terem recebido propina em troca de emendas parlamentares, e responde por improbidade administrativa. O governador Ibaneis Rocha (MDB) diz não ver problemas na indicação porque não há condenação e critica o modelo eleitoral de coligações.
O anúncio da indicação de Cristiano Araújo (PSD) para ocupar a diretoria de administração do Metrô-DF foi feito na terça-feira (8). O ex-parlamentar é formado em Administração de Empresas e atuou na Câmara Legislativa (CLDF) até 2018, mas não se reelegeu no último pleito, quando recebeu 8.676 votos. O nome ainda precisa passar pelo Conselho de Administração da empresa.
Além de réu por corrupção passiva na operação Drácon, ele foi acusado pelo Ministério Público de envolvimento em um esquema de fraudes na concessão de bolsas de pesquisa científica na Fundação de Apoio à Pesquisa do DF. Apesar de tudo isso, o governador, com larga experiência em advocacia, diz: “Conheço bem de processo, li as defesas, conversei com advogados e me senti tranquilo. O processo dele vai na linha de vários que foram absolvidos. Não tem condenação ainda, o momento que tiver a gente reavalia”.
Araújo é o quarto nome rejeitado nas urnas escolhido para ocupar um cargo no governo. “Não vejo problema nenhum. Acho que as urnas dão recado a todos eles, mas ele foi bem votado, bem avaliado. As eleições, quando permitem coligações, permitem que pessoas que não são bem votadas ocupem cargos e representam uma sociedade”, afirma Ibaneis.
Estreante em cargos públicos, o governador eleito com recorde de votos na capital acredita que “o modelo eleitoral precisa avançar muito” e feito de forma diferente. “O sistema eleitoral que temos no Brasil é podre”, dispara.
Além de Araújo, conseguiram cargos na estrutura do governo local os ex-deputados Wellington Luiz (MDB), que comanda a Companhia Habitacional (Codhab); Raimundo Ribeiro (MDB), na diretoria da Agência Reguladora de águas, Energia e Saneamento (Adasa); e Bispo Renato (PR), que ficará na articulação política com a Câmara Legislativa.