Menu
Política & Poder

Gleisi critica Campos Neto por apoiar reajuste para servidores do Banco Central

Na quarta-feira, dia 1º, Campos Neto compareceu em um ato feito por servidores na frente da sede do BC, em Brasília

Redação Jornal de Brasília

03/11/2023 15h01

Gleisi critica Campos Neto por apoiar reajuste para servidores do Banco Central. Foto: Agência Brasil

A presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann (PR), usou as suas redes sociais para criticar, nesta quinta-feira, 2, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, por demonstrar apoio a um reajuste salarial para servidores do banco.

Na quarta-feira, dia 1º, Campos Neto compareceu em um ato feito por servidores na frente da sede do BC, em Brasília. Os funcionários defendem reajustes salariais e reestruturação das carreiras, com a criação de um bônus de produtividade semelhante ao implementado para a Receita Federal no atual governo, e não descartam a possibilidade de entrar em uma greve geral neste mês de novembro.

O Estadão procurou a presidente do PT e o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), entidade que representa os servidores do BC, mas não obteve retornos. O PT sempre se posicionou favorável à pauta de reajustes dos servidores públicos.

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, chefiado pela ministra Esther Dweck, ainda não apresentou nenhuma contraproposta do governo para as reivindicações da categoria.

No X (antigo Twitter), Gleisi ironizou: “que tal o Roberto Campos Neto?! Cobrando meta fiscal do governo mas quer aumento para os servidores do BC?!”

A declaração de Gleisi faz referência a falas de Campos Neto no fim de setembro, em que defendeu que o governo precisa “persistir” para atingir a meta fiscal zero em 2024.

“É importante persistir na meta, o caminho é esse, e é isso que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem pontuado. Mesmo que a meta não seja cumprida 100%, os agentes percebem esforço nessa direção”, afirmou.

Selic

Campos Neto é alvo de críticas de petistas por conta da taxa básica de juros, a Selic. Quando Lula iniciou o seu terceiro mandato, a taxa era de 13,75%. Após uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta, 2, a Selic diminuiu de 12,75% para 12,25%.

No seu comunicado oficial, o comitê repetiu a defesa da importância de o governo perseguir as metas fiscais já estabelecidas.

“Tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o Comitê reafirma a importância da firme persecução dessas metas”, diz o texto.

Lula também fez críticas

No início de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente do BC, sugerindo que ele mantém contato com “quem o indicou”, fazendo referência a nomeação de Campos Neto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no início de 2019.

“O presidente do Banco Central não foi indicado por nós, foi indicado pelo governo anterior e o Banco Central, agora, é autônomo, não tem mais interferência da Presidência da República que podia chamá-lo para conversar”, disse o petista. “Esse cidadão, se ele conversa com alguém, não conversa comigo. Ele deve conversar com quem o indicou e, quem o indicou, não fez coisas boas neste País”, afirmou o petista.

Estadão Conteúdo

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado