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Política & Poder

Genial/Quaest traz Lula com 45% e aprovação do governo petista em alta

Pela primeira vez em um ano e meio, a aprovação de Lula superou numericamente a desaprovação: 48% contra 47%

Redação Jornal de Brasília

15/07/2026 20h48

Presidente Lula em reunião | Foto: Ricardo Stuckert / PR

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Brasília, 15 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem em um cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem. A um mês do início da campanha eleitoral, Lula venceria o senador no segundo turno da eleição a presidente por 45% a 37% dos votos, com 14% de votos brancos e nulos e 4% de indecisos. Além disso, pela primeira vez em um ano e meio, a aprovação de Lula superou numericamente a desaprovação: 48% contra 47%.

No comparativo das três últimas rodadas da pesquisa, o presidente está em tendência de alta, e o senador, de queda. Em maio, no levantamento da Genial/Quaest realizado antes do caso “Dark Horse”, Lula registrava 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 41% de preferência.

Em três meses, a intenção de voto em Lula cresceu três pontos porcentuais, enquanto a do senador caiu quatro. Em maio, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro era de um ponto porcentual, cenário que marcava empate técnico. Agora, Lula detém oito pontos de vantagem contra o senador.

Lula também detém vantagem contra outros rivais no segundo turno, como Renan Santos, da Missão, e os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

O presidente também lidera o cenário de primeiro turno, marcando 40% de intenções de voto no cenário estimulado. Flávio Bolsonaro registrou 28% de menções, seguido por Caiado, com 4%, e Renan, com 3%. Zema tem 2%.

Cabo Daciolo (Mobiliza) Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Edmilson Costa, Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. São 11% os indecisos, e 8% afirmaram que votarão branco ou nulo.

Os números refletem a repercussão do pedido de recursos de Daniel Vorcaro à produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro, e também o embate entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na prática, entretanto, o impacto desses temas nas intenções de voto a presidente esbarra no conhecimento limitado sobre os episódios. A maioria dos entrevistados relatou não saber dos vídeos de Michelle e desconhecia a operação da Polícia Federal contra o aliado de Lula.

MICHELE

No final de junho, Michelle publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo que o enteado a “maltratou” em um telefonema após ela se posicionar contra uma aliança da família Bolsonaro com Ciro Gomes (PSDB) na disputa eleitoral do Ceará. Em resposta, Flávio Bolsonaro publicou uma nota dizendo que “nunca” havia desrespeitado Michelle.

Segundo a Genial/Quaest, 51% dos entrevistados desconheciam o vídeo de Michelle Bolsonaro com críticas a Flávio Bolsonaro. Para 45%, Michelle acertou nas críticas ao enteado. Para 38%, a ex-primeira-dama errou, enquanto 17% não souberam responder.

As perguntas do questionário são realizadas aos os entrevistados e não dependem do conhecimento sobre o episódio. Para 31% dos entrevistados, as declarações de Michelle sobre Flávio são “totalmente verdadeiras”. Para 27%, são “parcialmente verdadeiras”. Outros 16% acham que as afirmações são “totalmente falsas”, e 26% não souberam responder.

Para 34%, a motivação principal de Michelle para publicar os vídeos foi o desejo de ser candidata a presidente no lugar de Flávio Bolsonaro. Outros 16% acham que ela pretendeu responder a ataques e desrespeitos, e 25% avaliaram que ela quis se opor a acordos políticos com os quais ela não concorda. Para 4%, houve “um pouco de todas essas coisas”.

WAGNER

Sobre o suposto envolvimento de Jaques Wagner no caso Master, 54% desconheciam a operação policial contra o aliado de Lula. O parlamentar deixou a liderança do governo no Senado após o episódio.

Para 61%, pelo que se sabe, o senador “agiu de forma errada”, enquanto 31% acreditam que “não houve nada de errado” na conduta do petista e 28% não responderam. A maioria dos entrevistados avalia que o suposto envolvimento de Wagner no caso Master não é uma questão pessoal do senador, mas um assunto institucional do governo Lula.

A pesquisa Genial/Quaest fez 2.004 entrevistas em domicílios entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07181/2026.

Estadão Conteúdo

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