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Política & Poder

Fusão de partidos está em clima de guerra

Arquivo Geral

17/04/2013 9h08

Do ponto de vista brasiliense, a fusão do PPS com o PMN será seguida por uma disputa interna pelo comando da nova frente política, batizada como Mobilização Democrática (MD). A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) deixou clara a intenção de ocupar a presidência do diretório regional. 

 

Segundo a parlamentar, é um fator condicionante para a sua permanência. Entre as fileiras locais do PPS também existe clara disposição de brigar pelo comando no Distrito Federal.

 

Os polos se atraem

 A fusão também apresenta uma composição inusitada,  colocando o PPS que ainda possui raízes profundas na esquerda ao lado de uma das principais representantes do rorizismo. Esse componente ideológico aumenta o combustível para um confronto. 

 

“Não vamos transformar isso em um cavalo de batalha. Não pode ser uma amarra para a fusão. Mas gostaríamos de continuar à frente do diretório”, afirmou o presidente regional do PPS, Francisco Andrade.

 

O dirigente considera que a prioridade é a busca de um consenso entre as partes para não desidratar a nova força política. De acordo com Andrade, a fusão irá abrir uma janela jurídica para a filiação de nomes no novo partido. 

 

Foice e martelo já caíram

Neste contexto, uma aliança com a direita é aceitável. “Na época do PCB tivemos que nos despir da foice e do martelo para formar um novo partido com caráter amplo e democrático”, contou.

 

“O governador Joaquim Roriz teve políticas públicas criticadas, mas também teve políticas acertadas”, afirmou. Andrade também não vê problemas com a crise política que Jaqueline atravessou no Congresso. “Ela teve problemas no Congresso. Mas foi inocentada. Do nosso ponto de vista, ela tem mais legitimidade do que os deputados mensaleiros do PT que foram julgados e condenados no Supremo Tribunal Federal”, disparou.  

 

Deputado: vamos morrer

“Morreremos hoje. O PPS vai deixar de existir”, disse ontem o ex-deputado Augusto Carvalho, referindo-se à fusão de seu partido com o PMN. A manobra foi coordenada nacionalmente. As negociações foram aceleradas em resposta ao projeto que tramita no Congresso para diminuir o fundo partidário e tempo de televisão de novos partidos, como apoio de siglas governistas e de maior porte.

 

“O PPS vai perecer. Mas teremos a oportunidade de construir uma chance política para sobrevivermos e sermos protagonistas”, comentou. Antes da discussão sobre os comandos regionais, Carvalho avalia que é preciso contar os nomes políticos que vão entrar e sair do MD.  “Há dificuldades intransponíveis com o rorizismo. Na velha guarda da esquerda do PPS, há diferenças históricas com as forças representadas pelo ex-governador Joaquim Roriz”, opinou.

 

Suplente, Carvalho ocupava vaga de deputado federal até a semana passada. Como fez criticas à saúde pública na TV, o governador Agnelo Queiroz determinou que o secretário  Geraldo Magela, titular do mandato, voltasse ao Congresso.

 

Descompasso

Embora Jaqueline Roriz tenha sido eleita com 100 mil votos, o PMN é um partido de pequenas proporções. Na outra ponta da balança, o PPS tem, aproximadamente, 2 mil filiados e uma estrutura partidária mais robusta.

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