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Política & Poder

Fonteles: Nunca tratei com Lula sobre cargo; Nem passa pela minha cabeça Ministério da Fazenda

Governador do Piauí afirma que nunca discutiu cargos com Lula e diz que responsabilidade fiscal do presidente deve reduzir a tensão entre investidores

Redação Jornal de Brasília

26/10/2026 16h11

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Foto: Governo Piauí/Divulgação

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou nesta segunda-feira, 26, que nunca tratou com Lula sobre política econômica, afastou a possibilidade ser ministro da Fazenda e disse que a responsabilidade fiscal do presidente vai acalmar os mercados “muito em breve”.

Fonteles tem sido cotado internamente por integrantes da campanha vitoriosa petista para assumir a Fazenda. O recém-reeleito governador disse que espera ser diplomado no cargo para o qual foi eleito em janeiro, mas brincou que tem um exemplar do livro “o pior emprego do mundo”, de Thomas Traumann, sobre o cargo. O autor é um dos entrevistadores de Fonteles na Globonews.

“Qualquer menção positiva ao nosso nome, a gente agradece, mas eu nunca tratei com o presidente da república sobre qualquer cargo, um eventual mandato dele, antes da eleição ou depois da eleição”, disse.

Ele disse que se aproximou de Lula no segundo turno, mas que nem passa pela sua cabeça abandonar o mandato e ir para a Fazenda.

Sobre a reação do mercado financeiro à vitória de Lula, com queda da bolsa e forte alta do dólar, Fonteles disse que vê o movimento com naturalidade porque os mercados seguiram as pesquisas e precificaram vitória de Flávio Bolsonaro (PL). “Nós temos que esperar alguns dias para poder ver como vai ser o comportamento também desses investidores, para ver o que isso, de fato, vai afetar a economia real”, completou.

O governador disse ainda que não tem como falar de planos do presidente Lula em política fiscal para o quarto mandato e que a economia não é ciência exata, mas uma ciência social com modelos matemáticos.

“O presidente Lula tem responsabilidade, sim, com as contas públicas. Eu tenho certeza que isso vai acalmar os mercados muito em breve. Enquanto a política econômica do próximo governo é o próprio presidente que vai falar no momento oportuno”, declarou.

Estadão Contéudo

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