A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 9 milhões em despesas com impulsionamento de conteúdos, mais que o triplo dos R$ 2,69 milhões registrados pela candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A diferença atinge R$ 6,31 milhões, o que faz os gastos do senador equivalerem a cerca de 3,35 vezes a quantia informada pelo petista. O montante representa aproximadamente 14% do total de despesas declaradas por Flávio até a tarde desta quarta-feira (7/10), em 25 lançamentos, contra 4,1% das contas de Lula, distribuídos em 22 registros.
Os dados constam do sistema DivulgaCandContas e abrangem apenas a rubrica específica de impulsionamento. Outros investimentos em comunicação digital, como contratação de terceiros e produção de vídeos, são classificados em categorias distintas na prestação de contas.
A disparidade financeira ocorre enquanto o comitê de Lula busca reforçar o desempenho nas redes sociais. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) começou a colaborar com a equipe de comunicação na quarta-feira (7/10), quando o presidente divulgou uma gravação em formato de selfie, modelo ao qual não costumava recorrer.
Já a campanha de Flávio enfrentou sanção judicial pelo uso da ferramenta paga. No domingo (5/10), o ministro André Mendonça aplicou multa de R$ 5 mil ao parlamentar por patrocinar publicação com críticas a Lula, prática proibida pelas normas eleitorais, que autorizam o impulsionamento apenas para promover a própria candidatura e vedam propaganda negativa contra adversários.