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Política & Poder

Fiesp cobra de presidenciáveis posicionamento sobre transparência na tributação

Arquivo Geral

24/05/2010 19h58

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) cobrou hoje (24) dos pré-candidatos à Presidência da República um posicionamento em relação à transparência na tributação. Dados de uma pesquisa divulgada pela Fiesp revelam que a maioria dos empresários paulistas considera que questões relacionadas aos tributos são o principal empecilho ao crescimento da indústria.

“Gostaria de ouvir dos candidatos, do presidente eleito, que ele defenderá na reforma tributária [especificamente] a transparência dos impostos. Porque ele falar que vai defender a reforma tributária, eu não tenho dúvida que vai falar”, disse o presidente da entidade, Paulo Skaf, após a divulgação da pesquisa.

O levantamento indicou que a tributação é vista por 65% dos empresários entrevistados como a maior barreira para o desenvolvimento da indústria. Especificamente, os empresários citaram a carga tributária (69%) como maior empecilho para o crescimento do setor.

Segundo a Fiesp, os dados da pesquisa serão levados para discussão dos pré-candidatos à Presidência, separadamente. A proposta da entidade é que as demandas detectadas no levantamento sejam incorporadas aos programas de governo de cada postulante ao cargo.

Os representantes da entidade, no entanto, admitiram que, nos últimos anos, o protesto dos industriais para que a carga tributária seja diminuída, e tratada com mais transparência, não obteve o efeito desejado.

“Por incrível que pareça, na hora em que a gente discutiu esse negócio da reforma tributária, os representantes do povo brasileiro, os deputados, não defenderam a transparência dos impostos. Alguns sim, a maioria não. E é uma coisa que deveria ser unanimidade”, disse Skaf.

Além de exigir uma postura dos candidatos favor da reforma tributária, Paulo Skaf ainda cobrou rapidez na implementação das mudanças. “Se quem for eleito não promover as reformas nos primeiros momentos, trimestres, semestres, no primeiro ano, não faz mais. Reforma tem de fazer logo de cara, e reforma tributária tem esse ponto”, afirmou.

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