Francisco Dutra
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Faltando poucos dias para a votação do segundo turno para Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz (PT) pela primeira tratou dos critérios para a complicada partilha de cargos e espaços políticos, caso vença nas urnas domingo. Na sabatina promovida ontem, pelo Jornal de Brasília e pela Rádio Nativa FM, o candidato anunciou dois critérios para a composição de seu governo: 1º) ficha limpa, requisito que em tese coloca para escanteio quem estiver em débito com a Justiça; e 2º) equilíbrio entre os partidos, sem hegemonismos de um sobre outro.
“Teremos o critério da ficha limpa. A Justiça Eleitoral vem utilizando ele e vamos aplicar aqui no DF. E também vamos trabalhar para que não haja hegemonismo no GDF”, garantiu.
Porém, o segundo item para a composição do governo tem tudo para ser mais complicado. Afinal, a coligação Um Novo Caminho, que sustenta a candidatura de Agnelo, nasceu com 11 partidos e hoje já conta com 14 legendas. Isso representa dizer que todos os que a compõem vão querer seu quinhão na próxima administração do GDF.
Nos bastidores já se comenta que alas petistas articulam estratégias para captar o máximo possível de cargos. A ideia seria não deixar espaços para as outras siglas da coligação, especialmente no acesso a posições de destaque na gestão da máquina pública. Isso implicaria até mesmo bater de frente com o vice de Agnelo, Tadeu Filippelli, que tornou-se o grande articulador político da campanha.
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