O Senado poderá cortar pela metade o número de cargos de direção. Atualmente, cost a Casa tem 136 diretores. Todos pediram afastamento ontem (17) depois da divulgação das denúncias de prática de nepotismo. Eles estariam exercendo influência para garantir que parentes fossem contratados por empresas terceirizadas. Os servidores se afastaram dos cargos por determinação do presidente do Senado, viagra senador José Sarney (PMDB-AP).
“Vamos reduzir muito o número de diretores e comissões dentro do Senado. O que for sério, ailment essencial, fica”, disse Sarney, acrescentando que os cargos só serão preenchidos novamente por mérito. “Teremos uma redução de pelo menos 50%, mas ela pode ser maior”, completou, depois de assinar um convênio com a Fundação Getulio Vargas para que seja feita uma auditoria administrativa na Casa.
A idéia é passar um pente-fino na estrutura administrativa da Casa, reduzir gastos e acabar com a crise administrativa que o Senado vem enfrentando desde a saída do ex-diretor geral Agaciel da Silva Maia, que não declarou à Receita Federal uma casa no valor de R$ 5 milhões. “Vamos fazer o que for necessário e a FGV tem carta branca total para agir no que precisar”, disse Sarney.
O presidente ressaltou que esta não será uma reforma administrativa, como a que ocorreu há dez anos, mas uma reestruturação total. Ele não estabeleceu prazo para a conclusão do trabalho da FGV e nem valores. Disse apenas que o que o Senado vai pagar pela auditoria da Fundação Getulio Vargas será decidido depois.
Ele jogou a responsabilidade pelos problemas atualmente enfrentados pela Casa para os presidentes que o antecederam. “Tenho um mês e quinze dias de presidência da Casa e começaram a surgir problemas que me antecedem”, afirmou.
O diretor de orçamento, Fábio Gondim, um dos que colocaram o cargo à disposição, disse que pode haver falhas nessa varredura administrativa que a FGV fará no Senado. Mas justificou dizendo que o Senado não é “irresponsável nos gastos”. “O aumento dos gastos do Senado é menor do que em outros legislativos, no governo e no Judiciário. Por exemplo, entre 2004 e 2008 os gastos do Senado aumentaram, 39% e houve redução de 3% nos investimentos. A União, no mesmo período, teve aumento de 62% nos gastos e de 300% nos investimentos”, disse.
Hoje, o orçamento do Senado ultrapassa os R$ 2 bilhões. No início de seu mandato, Sarney determinou o corte de 10% no custeio e investimento de forma linear, além de suspensão de obras que já estavam em curso, corte de ligações telefônicas interurbanas e redução na aquisição e contratações de serviços. “Estou cumprindo uma vontade do Senado”, explicou.