Mesmo com o clima festivo em torno do aniversário de 50 anos de Brasília, as articulações políticas envolvendo a troca de comando em cargos estratégicos, nos principais órgãos de segurança do governo do Distrito Federal, continuaram em ebulição. Fontes ouvidas pelo Jornal de Brasília apontam a possibilidade de nomeação do delegado Antônio Coelho como novo diretor-geral da Polícia Civil.
O último cargo de Coelho na polícia foi como titular da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), em 2006. Ele também foi diretor adjunto do Detran até Wilson Lima (PR) assumir interinamente o governo do DF. Logo depois, Coelho foi exonerado do cargo. “Antes de o atual diretor geral da Polícia Civil, Pedro Cardoso, assumir, Antônio Coelho já estava cotado, mas a resistência a seu nome na corporação acabou deixando Cardoso com a preferência”, afirmou uma fonte ouvida pela reportagem.
Também chegou a ser cogitada a hipótese de Coelho assumir a direção-geral do Detran, mas a possibilidade perdeu força nos últimos dias. O nome do também delegado Geraldo Nugoli, que comandou o Departamento de Atividades Especiais (Depate), chegou a ser cotado para assumir a direção da Polícia Civil, mas de acordo com informações apuradas pela reportagem, poderá ser oferecido a ele a direção adjunta ou até o comando do Detran.
“Especulações”
Já a pasta da Segurança, atualmente ocupada pelo ex-diretor adjunto da Polícia Civil delegado João Monteiro, desde a saída do delegado de Walmir Lemos, também deverá sofrer mudanças. Informações de bastidores dão conta de que o novo secretário pode ser, mais uma vez, outro delegado de polícia. O nome de Ânderson Espíndola, atual subsecretário do Sistema Penitenciário (Sesipe), está cotado para assumir a Secretaria de Segurança.
Espíndola é visto com bons olhos pelo governo porque tem muita experiência na área, colecionando sucessos e bons resultados quando comandou divisões policiais importantes, como a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e a Delegacia de Repressão a Roubos (DRR).
A informação de que uma reunião ocorreria, ontem à tarde, entre políticos da base aliada do governador Rogério Rosso acabou não se confirmando. O presidente do PMDB-DF, deputado federal Tadeu Filippelli, afirmou que qualquer tipo de informação no momento sobre nomes que possam assumir os cargos ligados à segurança não passam de especulações. “Por enquanto não existe nada definido. Além disso, é muito difícil ocorrer qualquer tipo de reunião para tratar desse assunto no dia de hoje (ontem)”, disse o deputado.
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