“Viemos manifestar compreensão e apoio ao movimento de alternativa ao plano, contrários ao modelo de regime apresentado por Zema. Há movimento contra esse regime e unidade para apoiar alternativa”, disse Gomes.
Recentemente, o presidente do Senado, que é mineiro, passou a liderar um movimento que busca construir uma alternativa ao plano de recuperação do Estado, governado por Zema, do Partido Novo.
Desde então, Pacheco já defendeu que federalizar a Cemig e a Copasa seria uma forma mais ágil de reduzir a dívida com a União
Na quinta-feira, Haddad esteve reunido com o senador e, após o encontro, anunciou que o governo federal pedirá uma extensão do prazo para que Minas Gerais continue sem pagar sua dívida até 31 de março de 2024.
Segundo Haddad, a expectativa é que até lá haja um acordo do governo estadual com o Congresso e com a União.
Ao falar pela comitiva que visitou o ministro da Fazenda nesta sexta, o deputado estadual Ulysses Gomes foi questionado se a proposta que une a oposição a Zema seria a alternativa apresentada por Pacheco.
Apesar de endossar a liderança do senador nas articulações, o deputado estadual apontou que a saída não será via “uma ou duas propostas”.
“As propostas que estão na mesa serão submetidas ao Congresso. De nossa parte, viemos mostrar unidade contrária ao atual regime”, disse Gomes, questionado em seguida sobre a ideia de federalização das estatais mineiras para abater na dívida com a União. “Essa é uma ideia que tem divergência de encaminhamento. Seja na ideia de federalização ou outra, tem que ter um princípio, o de resolver o problema da dívida. É uma motivação importante, mas temos divergência de movimentos, sindicatos, deputados, que têm compreensão divergente. Vamos resolver no diálogo”, respondeu.