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Política & Poder

Farmacêutico admite “crescimento de 600%” com ivermectina e diz que vendeu para governos

Representante da Vitamedic explana números e informa que vendeu o medicamento para governos municipais e para o Estado do MT

Willian Matos

11/08/2021 10h46

Foto: Pedro França/Agência Senado

O farmacêutico Jailton Batista, representante da Vitamedic, admite que a empresa aumentou seus lucros de forma considerável em meio à pandemia por conta da venda da ivermectina, medicamento que foi promovido e vendido no Brasil como solução contra a covid-19. Jailton depõe à CPI da Pandemia nesta quarta-feira (11).

Perguntado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), Jailton Batista explicou que a Vitamedic faturou, de maneira geral, cerca de R$ 540 milhões em 2020. Em 2021, a farmacêutica já lucrou cerca de R$ 300 milhões até o mês passado.

Os números de 2020 quase triplicam os de 2019, quando a Vitamedic faturou cerca de R$ 200 milhões. “Nós tivemos um crescimento de 600% da ivermectina”, admitiu Jailton.

O farmacêutico afirma que não vendeu ivermectina ao Ministério da Saúde e ao governo federal, mas fez negócios com o Governo do Estado do Mato Grosso e com governos municipais. Para o Mato Grosso, foram vendidas 350 mil unidades do medicamento; já para os municípios, a Vitamedic entregou pouco mais de 1,1 milhão de comprimidos. “E aí foram vários municípios, pequenas e médias cidades do Brasil”, comenta Jailton.

A CPI investiga o aumento destas vendas da ivermectina, uma vez que o medicamento foi promovido contra a covid-19 sem ter eficácia contra a doença. Os senadores também estudam possíveis ligações entre a Vitamedic e o governo federal. Na sessão de hoje, já foram mostradas várias falas do presidente Jair Bolsonaro exaltando o remédio. Jailton afirma que “não tem como medir” se as declarações de Bolsonaro impactaram nas vendas da farmacêutica.

A sessão segue. Assista ao vivo:

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