Natasha Dal Molin
natasha.dalmolin@jornaldebrasilia.com.br
Discursos de políticos são mesmo muito semelhantes, todos sabem. Mas, nas eleições, sempre aparecem candidatos que se procuram diferenciar na forma de divulgação de suas propostas, geralmente por falta de verba. A partir daí, passam a acreditar que a maneira inusitada de abordar o eleitor poderá render simpatia e voto. Há até quem argumente que preserva o meio ambiente deixando de distribuir santinhos, cartazes e cavaletes, que inundam a cidade nesta época do ano.
Defensor das causam ambientais, o candidato a distrital Alexandre Pimentel (PV) leva o próprio cachorro para os locais de campanha. Munido do totó com focinheira, vai logo avisando que o cachorro morde, mas só corrupto. “Imagine só se eu fosse com ele na Esplanada dos Ministérios”, brinca. Ele também faz campanha nos ônibus que circulam pelo centro da cidade de pantufas. “Se você não dispõe de capital-moeda, deve dispor de capital criatividade”, argumenta.
Miado de gato
Em outra abordagem, ele leva um saco preto escrito corrupto. Com um apito que imita o miado de um gato e um pedaço de madeira, ele convida o eleitor a desferir pauladas contra os corruptos. Depois, explica que é uma brincadeira e avisa que é contra a violência – seja contra animais ou corruptos. Satisfeito com a forma de campanha (ele fala para 600 pessoas por dia), Pimentel conta que o deboche funciona para quebrar o gelo com o eleitor, além de fixar sua imagem. O candidato também tem material impresso, mas só entrega a quem quer receber.
Leia mais na edição desta segunda-feira (16) do Jornal de Brasília.