A cadeira de Collor de Mello, do PTB, será ocupada durante esse período por seu primo e suplente, Euclydes Mello, do Partido Republicano (PR), disseram fontes políticas.
Ao tomar posse do cargo, Euclydes Mello assegurou hoje que o ex-presidente tem “todos seus pensamentos e determinação inclinados exclusivamente para o bem-estar do povo e o engrandecimento da nação”.
Collor de Mello, que governou entre 1990 e 1992, disse que pretende percorrer o país durante quatro meses, a fim de promover sua idéia de instalar no Brasil o parlamentarismo e acabar com o atual regime presidencialista.
Fontes políticas, no entanto, disseram que o ex-presidente quer evitar participar de uma possível votação para cassação do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que está sendo processado por suposta corrupção e é um dos poucos políticos que sempre o respaldaram.
O ex-presidente, no entanto, disse que pretende expor a diferentes setores da sociedade um projeto de lei que está preparando e que aponta a transformar do sistema do Governo de Brasil do atual presidencialismo para um regime parlamentar.
Segundo Collor de Mello, “o regime presidencialista está caduco e obsoleto” e o Brasil deve adotar o parlamentarismo, a fim de reduzir a atual concentração de poder no Executivo.