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Política & Poder

Ex-ministros farão parte do gabinete de Ibaneis

Arquivo Geral

14/11/2018 7h00

Atualizada 13/11/2018 22h05

Hoje deputado, o ex-ministro de Meio Ambiente do governo Temer, Sarney Filho, reuniu-se com o governador eleito no CICB. Deputado federal, ele fica sem mandato e permanecerá no setor, agora no Distrito Federal. Foto: Renato Alves/Divulgação

Eric Zambon
eric.zambon@grupojbr.com

Os seis nomes confirmados pelo governador eleito Ibaneis (MDB), ontem, para compor sua equipe de transição engrossam a lista de secretários e de chefes de organizações de segurança escolhidos. Já são dez titulares de pasta indicados e os comandantes da Polícia Militar do DF (PMDF), Polícia Civil (PCDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF) definidos.

Gustavo Rocha, ex-subchefe da Casa Civil do presidente Michel Temer (MDB), assumirá a Secretaria de Justiça. Outro ex-ministro de Temer, Sarney Filho (PV), que ocupou a pasta de Meio-Ambiente, vai também comandar a área no DF. Ligado ao atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), Eumar Roberto Novacki virá do Mato Grosso para assumir a Casa Civil.

Rafael Parente, ex-subsecretário do prefeito Eduardo Paes (MDB) na cidade do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, será o responsável pela Educação.

As definições sobre o secretariado foram confirmadas à tarde, quando o nome do ex-coordenador de Comunicação dos governos Roriz e Arruda, Weligton Moraes (PR), foi divulgado para repetir a função com Ibaneis. Pela manhã, a equipe de transição convocou uma coletiva para apresentar o coronel Carlos Emilson Ferreira dos Santos como novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros do DF.

Longe de intriga

Segundo o novo secretário de Segurança Anderson Torres, que coordenou o evento, o nome surgiu de lista tríplice enviada a Ibaneis por uma associação de militares.

Perguntado sobre o que achava do provável fim da Casa Militar, possivelmente substituída pelo inédito Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o coronel Emilson fugiu da polêmica. “É assunto do governo, então nem estudei ainda. Mas não creio que seja um fechamento”, amenizou.

Base política se amplia

Com duas definições de ex-ministros de Temer (MDB) e uma de alguém ligado a Jofran Frejat (PR) – Weligton Moraes coordenou a pré-campanha do ex-secretário de Saúde até sua desistência do pleito – Ibaneis acena com a ampliação de sua base política.

Assim como na indicação de Anderson Torres, nome chancelado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ele sinaliza como manterá base política para gerir a cidade. Paralelamente, Ibaneis costura para incorporar a ala progressista.

Ele já confirmou o procurador Aldemário Araújo, ex-candidato ao Senado pelo PSOL, como controlador-geral do DF e bancou a manutenção do presidente da Terracap, Júlio Reis, que também exerceu a função no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Durante a campanha, o governador eleito ainda recebeu apoio do senador Cristovam Buarque (PPS), que não conseguiu se reeleger este ano, e do deputado distrital reeleito Claudio Abrantes (PDT). Até o distrital Chico Leite (Rede), que fracassou em sua tentativa de chegar ao Senado e subiu em palanque com Rollemberg no começo da disputa, foi para o seu lado no fim da corrida.

Para esta semana, mais nomes devem surgir e o próximo anúncio deve ser sobre quem estará à frente do Departamento de Trânsito (Detran-DF) a partir de 2019.

Saiba Mais

Até o momento, Ibaneis confirmou dez secretários de estado, os três dirigentes dos órgãos de segurança (PMDF, PCDF e Bombeiros), o controlador-geral e o presidente da Terracap.

Um cargo ainda vago e que gera bastante expectativa é o da Saúde. Houve conversas e sondagens envolvendo Jofran Frejat (PR) e o presidente do SindMédico, Dr. Gutemberg (PR), dentre outros, mas sem consenso.

Apesar da animosidade durante as campanhas, as equipes de Rollemberg e Ibaneis se entendiam bem até o confronto de ontem sobre verbas.

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