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Política & Poder

Evo Morales chama Dilma de "mãe"

Arquivo Geral

17/04/2012 13h11

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff foi uma “mãe” por ter entendido sua decisão de anular o contrato com a construtora brasileira OAS para a construção de uma estrada dentro do território Território Indígena e Parque Nacional Isiboro-Secure (TIPNIS).

 

A abertura da rodovia é rejeitada pela comunidade indígena da região. Morales contou em entrevista coletiva em La Paz que conversou com Dilma sobre o problema com a OAS durante uma reunião bilateral realizada durante a Cúpula das Américas, realizada neste fim de semana em Cartagena, na Colômbia.

 

“Depois de ouvir suas palavras, cheguei à conclusão de que a companheira Dilma é toda uma mãe, tem um profundo sentimento pela Bolívia e, como presidente e política, sabe as consequências que pode trazer empresas que não podem executar suas obras oportunamente”, afirmou o governante.

 

Esta não é a primeira vez que Morales se refere aos líderes latino-americanos como membros de sua família. O presidente da Bolívia já se referiu a Fidel Castro como um “avô sábio” e disse que o ex-presidente Argentina Néstor Kirchner foi como um “pai” para ele.

 

Morales também costuma chamar de “irmão” o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e antes de chegar à presidência, em 2006, afirmou que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva era seu “irmão mais velho”.

 

Sobre a anulação do contrato com OAS, Morales disse hoje que o tema “está superado” e que as relações com o Brasil “estão mais fortalecidas” após sua reunião com Dilma.

 

O governante anunciou na semana passada a anulação do contrato após se queixar da lentidão das obras da OAS. A oposição e as tribos indígenas disseram que não acreditaram nas palavras de Morales e confirmaram que marcharão na próxima semana para La Paz para protestar contra as obras. 

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