A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) não chegou a um consenso sobre o novo corregedor da Casa na tarde desta quinta-feira. A candidatura inesperada do distrital Raad Massouh (DEM) para o cargo provocou surpresa entre os parlamentares e a votação ficou para a próxima semana. Outro tema de destaque também deixou de ser analisado pelos distritais, o crédito de R$ 20 milhões para o Passe Livre.
O nome mais cotado para assumir a corregedoria era o do deputado Roberto Lucena (PMDB). Porém, Massouh resolveu inscrever a própria candidatura ao cargo e, então, Lucena desistiu de concorrer. Alguns distritais não concordaram com a nova indicação para o cargo e, por falta de consenso, a Casa decidiu adiar a votação para a próxima semana. Massouh declarou que não deixará de ser candidato. “Nem que eu perca de 23 a um, não vou retirar a minha candidatura”, disse.
Roberto Lucena chegou a ser preso na última semana acusado de não pagar pensão alimentícia. Segundo o distrital, a cobrança foi indevida e a questão está sendo discutida na Justiça. Alguns deputados afirmaram que este acontecimento não impede a indicação de Lucena para o cargo, pois nada foi provado ainda. O distrital é irmão de Gilberto Lucena, dono da Linknet, empresa acusada de ter participado do suposto esquema de corrupção no DF, deflagrado pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.
Passe Livre
Os R$ 20 milhões seriam repassados à Fácil – empresa responsável pela recarga de cartões destinados aos estudantes. Ainda não foi decidida a data em que os parlamentares voltarão a discutir o assunto. Os postos da empresa continuam sem crédito desde o fim do último repasse feito pelo GDF, no final de maio.
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