Isabel Paz
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O DEM pode puxar novamente o tapete de Alberto Fraga. Ao romper com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que encabeça a coligação Esperança Renovada, o ex-secretário de Transportes do DF corre o risco de perder a vaga para o Senado. Com o fim do prazo, hoje, para que Anna Christina Kubitschek – candidata impugnada para a primeira suplência de Fraga – apresente recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, a chapa majoritária precisa ser inscrita de novo no TRE-DF. Só que o registro e a escolha dos candidatos passam pelo crivo da coligação de Roriz. E é aí que Fraga pode ser sacado, depois de ter batido de frente com o ex-governador.
A situação atual equivale a não ter sido feito o registro da chapa. A Lei Eleitoral prevê que se um dos integrantes da chapa majoritária tem a candidatura rejeitada, as demais ficam prejudicadas. E para dar continuidade à disputa, as alternativas são: 1) a substituição do nome não aceito; e 2) a tentativa de ficar sub judice (à espera de uma decisão judicial), por conta e risco dos candidatos.
“Tenho o recurso pronto, mas não a autorização para recorrer”, disse Flávio Couri, advogado de Anna Christina e secretário-geral do DEM. Segundo ele, não há nomes para a vaga e “seria de mau gosto discutir a indicação nesse momento”.
Relações azedas
Os últimos dias têm sido de muitas conversas e vários nomes já são ventilados para a vaga de Anna Christina – o principal do empresário João Batista, dono da rede de materiais de construção Cimfel. Um dos acordos firmados para compor a coligação de Roriz é de que o DEM ficasse com a indicação da titularidade do Senado e da primeira suplência.
Sem a indicação do partido para concorrer ao GDF – tendo perdido também a presidência regional e a indicação do mandato-tampão –, Fraga foi o escolhido. Segundo o presidente regional do DEM, Adelmir Santana, cabe ao ex-secretário de Transportes a tarefa de escolher seu suplente. “A indicação do candidato é minha e não abro mão disso”, afirmou Fraga.
Mas, insatisfeitos com a atuação dele na coligação, os dirigentes partidários cobram sua substituição. Assim, afirmam que a indicação da vaga de Anna Christina pertence à coligação de Roriz. “A indicação do suplente é da coligação. Queremos ser consultados”, diziam ontem fontes ouvidas pelo Jornal de Brasília.
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