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Equipe de Lula planeja reforçar segurança após sustos na pré-campanha

Não estão descartados o uso de detetores de metais portáteis e as revistas até mesmo em atividades de pequeno porte

Por FolhaPress 22/06/2022 7h13

Catia Seabra e Joelmir Tavares
Rio de Janeiro, RJ e São Paulo, SP

O comando da pré-campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu, nesta terça-feira (21), reforço das medidas de segurança do candidato em ambientes fechados, após dois sustos em pouco mais de um mês.

Não estão descartados o uso de detetores de metais portáteis e as revistas até mesmo em atividades de pequeno porte.

O incidente mais recente aconteceu na própria terça-feira, durante ato de lançamento das diretrizes do programa de governo da chapa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB).

O discurso de Lula foi interrompido pelo protesto de um bolsonarista, que, ao lado de dois outros, driblou o esquema de segurança e entrou no salão onde o evento, restrito a convidados, ocorria. Não havia detectores de metal na entrada do salão. Os cerca de 150 convidados não foram submetidos à revista.

Após passar pelo saguão do hotel e por uma primeira barreira destinada à identificação de jornalistas, o trio foi credenciado com direito a acesso ao salão onde o petista, seu vice e dirigentes partidários participavam do lançamento da esboço do plano de governo.

A abordagem do manifestante, que se aproximou Lula e Alckmin sem que fosse detido por um segurança, provocou um alerta na cúpula petista.

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Após o incidente, a necessidade de novos protocolos de segurança foi discutida com o próprio candidato.
Foi a segunda vez que a estrutura de segurança foi facilmente burlada. A primeira vez aconteceu no casamento do petista, no dia 18 de maio.

Apesar da exigência de apresentação de um QR Code e de o endereço do casamento ter sido divulgado no dia da cerimônia, um penetra circulou por pelo menos três horas entre os convidados.

E, embora os aparelhos de celulares dos convidados tenham sido confiscados na chegada ao salão de festas, o desconhecido portava o seu telefone quando foi expulso pelos seguranças.

Incidentes também têm ocorrido do lado de fora dos locais de eventos. No dia 15, apoiadores de Lula foram atingidos por um líquido de forte odor lançado por um drone que sobrevoou os arredores do Unitri (Centro Universitário do Triângulo), onde horas depois Lula se reuniria com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD).

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Bolsonaristas têm feito cerco à agenda do ex-presidente. No dia 5 de maio, durante viagem a Campinas, cercaram o carro em que o petista deixava um condomínio onde tinha almoçado.

Sempre refratário a esquemas mais ostensivos de segurança, Lula tem sido convencido da necessidade de reforçar sua proteção em eventos públicos e restritos. Para os grandes eventos, já há um rígido protocolo. O público é previamente cadastrado pelas delegações de partidos.

Chegando aos estádios e centros de convenções, os participantes são submetidos a detector de metal, passando, em seguida, por uma fila montada segundo ordem alfabética. Identificados, recebem pulseiras de acesso. Nos locais, é proibido o uso de cartazes cujos cabos podem ferir militantes.

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