Ainda se acostumando com as dificuldades da campanha eleitoral, o ex-jogador e ídolo da torcida do Brasiliense, Iranildo tenta conquistar a mesma desenvoltura que possuía nos campos nas urnas. Inspirado em Romário, ele tenta ser distrital pelo PMDB com uma bandeira única: o fortalecimento do futebol de Brasília. ”Quero fazer uma lei que obrigue times a terem categorias de base”, disse.
Por que você entrou na política?
Primeiro porque é um desafio enorme. Percebi, em 13 anos que estou aqui, que o apoio ao esporte de Brasília é zero. Eu acho que o meu maior desafio é dar oportunidade para os jovens que estão começando. Por exemplo: existem dez clubes mais tradicionais aqui e só dois têm categorias de base. Eu acho que tenho que fazer uma lei que obrigue os clubes a formarem atletas, para proporcionar chances aos jogadores jovens. Quando eu vim para o Brasiliense, em 2001, muita gente me chamava de louco por ter saído do Flamengo e vir para a capital que não tinha futebol. E hoje o Brasiliense é conhecido porque eu acreditei na proposta, porque não tenho medo de desafios.
Você se aconselhou com alguém para entrar na política?
Quando saí candidato, não conversei com ninguém, só aceitei o convite do Tadeu Filippelli, porque o esporte é muito carente e é importante ter um representante aqui. E eu também tive um apoio de um grande amigo, Romário, que me disse: “Poxa, você fez tanto pelo futebol aí. Por que não se candidata? É bom ter alguém que passe a oportunidade para os jovens”. A capital não tem apoio nenhum para o esporte, independentemente de qual seja.
Romário foi uma inspiração?
Sim, porque muita gente dizia por aí que ex-jogador não tinha condições de fazer um bom trabalho e ele está mostrando que sim. Primeiro, ele foi deputado federal e agora vai ser senador. Está liderando as pesquisas. Isso só prova que ele está fazendo um bom trabalho. E você precisa copiar coisas boas. Em Brasília você anda nas ruas e o povo fica em dúvida, mas muita gente acha legal. Existe uma aceitação muito boa. Espero ir tão bem como político como eu fui dentro dos gramados.
Você vê como vantagem ser conhecido das pessoas?
Existe essa vantagem de não ter que me apresentar, sem dúvida. Mas eu tenho que pedir, que falar dos meus projetos. Quando muitos perguntam o que eu vou fazer, eu falo que não tenho muito o que inventar. É sobre esporte, o que eu vivi, toda a área do esporte. Vem muitos garotos na rua me procurar querendo uma oportunidade. Então meu objetivo é esse, porque através do esporte você tira os garotos das drogas, dá uma qualidade de vida para eles.
Quais serão suas propostas para o futebol de Brasília?
O primeiro passo seria uma lei que obriga times a terem categorias de base. É muito pouco para a capital do Brasil não ter isso. Muitas vezes os jovens vão para as drogas por falta de condições, de apoio. A capital tem que ter representantes nas principais divisões do futebol.
Existem outros candidatos que levantam a bandeira do esporte no DF, como por exemplo a Leila do Vôlei. Já conversou com eles?
Com nenhum, por enquanto. Nessa correria de campanha você não para. Eu saio 7h e volto 22h para casa. Às vezes encontro alguns candidatos, adversários em alguns locais, mas desejo boa sorte para todos eles, porque todos estão em prol do próprio trabalho. Não tive muito contato.