Fabio Grecchi
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O último debate com os candidatos ao GDF, realizado ontem pelo SBT, deu a exata medida de uma eleição que tem tudo para ser decidida domingo – a corroborar isto está o Datafolha, divulgado durante a realização do encontro, no qual Agnelo Queiroz já chegou aos 54% e Weslian Roriz conta com apenas 31%. O petista mostrou-se mais agressivo e sem medo de perder votos, respondendo de forma violenta aos ataques que lhe vinham sendo feitos ao longo da corrida eleitoral por Toninho do PSOL.
Agnelo acertou o adversário onde talvez não imaginasse: no coração. Sem citar o nome da mulher de Toninho (a candidata a deputada distrital Maninha), atingiu-a ao responder de forma duríssima a pergunta do candidato do PSOL, que o provocou afirmando que com alguns dos aliados que tem, jamais estancará a corrupção. Maninha, aliás, está condenada a pagar mais de R$ 1,3 milhão por supostos prejuízos ao Fundo de Saúde do DF.
Toninho, conhecido pela firmeza com que ataca e a maestria com que defende, perdeu o rumo. Controlou-se com imensa dificuldade, mas acusou a coligação de Agnelo de requentar assuntos de 13 anos atrás. Foi além: disse que Agnelo, na época em que era médico, se juntou aos tubarões da Saúde, confrontando Maninha quando ela presidia o Sindicato da classe.
A verberação de Toninho sobrou até mesmo para um conhecido veículo da imprensa da cidade, ao qual acusou de praticar jornalismo parcial e de baixa qualidade. Tachando a situação de “manobra vergonhosa”, lembrou até mesmo o Caso Proconsult.
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