As eleições do próximo domingo serão supervisionadas por 151 observadores estrangeiros procedentes de 36 países e três organismos internacionais, informou hoje o Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa é a missão mais numerosa que o Brasil recebeu em um processo eleitoral, cujas dimensões contrastam com a média de 20 observadores que estiveram no país desde as eleições de 2002.
A delegação mais numerosa é a da Argentina (33 representantes), seguida de México (12), Colômbia (7) e Paraguai (6), embora haja enviados de países de todos os continentes, incluindo Estados Unidos, China, Espanha, Timor-Leste, Namíbia, Irã e Haiti.
Os organismos internacionais representados são o Mercosul, com 11 observadores, a Organização dos Estados Americanos (OEA), que envia dois supervisores, e o Parlamento Latino-Americano (Parlatino), com um representante.
Entre os enviados, há parlamentares, autoridades eleitorais, funcionários públicos, membros de ONGs, estudantes e jornalistas.
O TSE explicou que países como Itália e Rússia mostraram interesse no sistema de votação com urnas eletrônicas que se usa no Brasil desde 2000, para estudar sua implantação em seus respectivos países.
Quase metade dos observadores permanecerá em Brasília, mas também haverá alguns em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Mato Grosso do Sul.
Nas eleições de domingo, 135,8 milhões de brasileiros estão convocados às urnas para escolher o novo presidente, governadores dos 26 estados mais Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais.