ISABELLA MENON
MIAMI, EUA (FOLHAPRESS)
Próximo ao início da apuração dos votos neste domingo (25), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro passou a criticar a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de estender por duas horas a votação do Brasil.
A decisão atende a um pedido da campanha do presidente Lula (PT). A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) também pediu a ampliação do horário de votação, ao TSE, restrita a cidades dos estados de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina. De acordo com a equipe, a medida excepcional seria justificada pelas condições climáticas nessas regiões, que registram chuvas intensas, deslizamentos, alagamentos e bloqueios de vias.
“O Lula pediu pro advogado dele, o advogado dele deu uma decisão –ele não está na corte eleitoral, mas que se dane-, não tem conexão nenhuma com a Constituição”, disse o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. “Não traz credibilidade. Se nós falamos isso, estamos fazendo um ataque à democracia”.
Em nota, a OEA afirmou que a missão “está acompanhando as informações divulgadas pela imprensa e as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do país. A Missão seguirá atenta às decisões do TSE sobre o tema”.
Eduardo participa de evento em Miami com o comentarista político Paulo Figueiredo e o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem no qual comentavam a eleição e acompanham juntos a apuração. Ramagem afirmou que a situação é “bem temerária”.
Figueiredo falou que a situação tem “cheiro de golpe”. “Isso tem cheiro de golpe. Digo isso porque a chance de vitória do Flávio no Polymarket [plataforma de apostas] está caindo de mais de 80% para cerca de 70%, as pessoas estão percebendo”, disse Figueiredo, que de tempos em tempos anunciava a queda contínua de Figueiredo no Polymarket.