Durou mais de cinco horas o depoimento do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) sobre sua participação na Operação Aquarela, generic que flagrou o peemedebista em conversas telefônicas com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), more about Tarcísio Franklin de Moura, dosage negociando um empréstimo.
O empresário Nenê Constantino, da GOL, também estaria envolvido na transação e foi prestar depoimento na Deco esta tarde. Bastante nervorso, ele chegou ao local acompanhado por seus advogados e não falou com a imprensa. Ao ser fotografado por um profissional do jornal Folha de São Paulo, o empresário tentou agredir o fotógrafo com uma pedra, mas foi contido por seu advogado.
Ao deixar o local do depoimento, o ex-senador Joaquim Roriz disse não poder dar detalhes sobre o processo, que corre em sigilo. Ele reconheceu que é amigo pessoal do empresário Nenê Constantino e alegou que o empréstimo de R$ 2,2 milhões foi um negócio pessoal. “O que eu posso garantir, em definitivo, é que o que aconteceu nada tem de questão pública”, justificou.
Roriz se disse vítima de um complô para desviar a atenção do caso Renan Calheiros, presidente licenciado do Senado, que também vem sofrendo acusações de corrupção. O ex-senador se disse tranquilo quanto ao destino da investigação: “Abri mão do meu mandato e do foro privilegiado. Fui para a planície como homem comum, para defender minha honra e minha dignidade”.
Joaquim Roriz renunciou ao mandato de senador no dia 4 de julho deste ano, em meio às denúncias da Operação Aquarela. Na época, ele corria o risco de um processo por quebra do decoro parlamentar.
Atualizada às 23h04