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Doria lamenta morte de Covas: “Eterno exemplo”

Covas faleceu neste domingo (16) vítima de câncer. “Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre”, declarou Doria

Por Willian Matos 16/05/2021 10h22
Doria e Covas Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, emitiu nota à imprensa lamentando o falecimento do prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, confirmado na manhã deste domingo. Doria classificou Covas como alguém “sensível, sereno, correto, racional, pragmático e ponderado”. “Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre”, disse o governador.

“Bruno Covas era sensível, sereno, correto, racional, pragmático e ponderado. Voz sensata, sorriso largo e bom coração. Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre: ela segue, com fé, nas lições que ele nos ofereceu em sua vida”, declarou Doria. “Muito obrigado, Bruno. Você foi e continuará sendo para todos nós, um eterno exemplo.”

Leia na íntegra:

Obrigado Bruno Covas, por ter compartilhado, com todos nós, tanto carinho e dedicação. À Renata e ao Pedro, seus Pais, Gustavo, seu irmão e especialmente Tomás, seu filho, meu afeto nesse momento doloroso em que a natureza subverte o curso da vida. São Paulo terá sempre muito orgulho desse filho querido.
A força de Bruno Covas vem do seu exemplo e do seu caráter. Foi leal à família, aos amigos, ao povo de São Paulo e aos filiados do seu partido, o PSDB. Sua garra nos inspira e seu trabalho nos motiva.
Tive o privilégio de acompanhá-lo desde o início da vida pública, ao lado do seu avô Mario Covas. Tive a honra de tê-lo como vice, na prefeitura de São Paulo. E a alegria de ver seus ideais e realizações aprovados nas eleições de 2020.
Bruno Covas era sensível, sereno, correto, racional, pragmático e ponderado. Voz sensata, sorriso largo e bom coração. Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre: ela segue, com fé, nas lições que ele nos ofereceu em sua vida.
Muito obrigado, Bruno. Você foi e continuará sendo para todos nós, um eterno exemplo.

Câncer irreversível

O Hospital Sírio-Libanês anunciou neste domingo (16) o falecimento de Covas, que tinha 41 anos. O prefeito licenciado tratava de um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado e estava internado desde o dia 2 de maio.

O tumor foi descoberto em outubro de 2019 e chegou a regredir, mas, neste ano, médicos localizaram novos nódulos no fígado, na coluna e na bacia. Na última sexta-feira (14), o prefeito teve uma piora no quadro de saúde, e os médicos anunciaram que o quadro era irreversível. A família esteve no hospital desde então.

Covas é o primeiro prefeito de São Paulo a morrer durante o mandato. O político deixa o filho Tomás, de 15 anos. O velório deve ser fechado, a pedido da família, para evitar aglomerações.

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A capital paulista fica sob o comando de Ricardo Nunes (MDB), que já está em exercício. Ontem, Nunes se emocionou ao falar do caso. “Eu acho que a melhor homenagem que a gente pode fazer ao prefeito Bruno Covas é continuar cuidando da população, que é o que ele sempre nos orientou, o que ele sempre cobrou da gente, mesmo agora na internação, que a cidade não parasse, que cuidasse das pessoas”, declarou o agora prefeito.






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