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Política & Poder

Doria é alvo de ações trabalhistas movidas por seis ex-seguranças

Agência Estado

29/09/2016 14h50

Atualizada

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, João Doria, é alvo de ações trabalhistas movidas por seis ex-seguranças que fizeram a escolta dele e de familiares entre 2012 e 2013. Eles pedem à empresa do empresário, Doria Associados, indenizações relativas a horas extras, salários, adicional noturno e verbas rescisórias que não foram pagas.<p><p>Os seguranças foram contratados por meio de uma empresa terceirizada, a Provise, que faliu em 2013 e não pagou os funcionários. A Provise, por sua vez, foi contratada pela empresa de Doria. A Justiça entendeu, então, que a Doria Associados tinha "responsabilidade solidária" no processo e determinou que ele saldasse as pendências. <p><p>"Entrei na Justiça contra ele e a Provise. Eu trabalhava mais do que 16 horas por dia quando a gente ia para Campos de Jordão (onde Doria tem uma casa de campo). Durante o dia eu fazia segurança da família e à noite levava o filho mais velho para a balada. Saí com uma mão na frente e outra atrás", disse o segurança Clayton Dias. <p><p>Segundo ele, a Doria Associados tentou um acordo na segunda audiência no Fórum Trabalhista e lhe ofereceu R$ 40 mil. "Pelo cálculo do Fórum, a dívida era maior que isso. Fiz então uma contraposta de pagarem em dez parcelas, mas os advogados de Doria disseram que ele estava passando por dificuldades financeiras", afirmou Dias. <p><p>Nos processos, os seguranças alegam que as folgas não eram respeitadas e que quando estavam em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, chegavam a ficar até 30 dias sem descanso.<p><p><b>Defesa</b><p><p>Segundo o advogado de Doria, Nelson Wilians, quatro dos seis processos trabalhistas estão resolvidos e outros dois estão em fase de liquidação de sentença. "Já transitaram em julgado e estão na fase dos cálculos", explicou. Ainda segundo Willians, a Provise tinha um contrato de prestação de serviço de segurança com o empresário para atuar em São Paulo e Campos de Jordão, mas não honrou com os compromissos.<p> <p>"A empresa de segurança emitia as notas e o João Doria pagava. Mas aí ela (Provise) deu um calote no mercado e não pagou os funcionários. Os seguranças então entraram na Justiça contra a Provise e a Doria Associados", disse o advogado. A Provise não foi localizada pela reportagem para comentar o caso.<p> <p><b>Russomanno</b><p><p>As pendências trabalhistas com garçons de um bar em Brasília que pertenceu ao deputado Celso Russomanno, candidato do PRB, se tornaram tema de campanha. O caso vem sendo explorado nos programas de TV e rádio pela candidata do PMDB à Prefeitura paulistana, Marta Suplicy. <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo

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