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Documentação de Valério comprovaria compra de imóveis por tucanos com fraude

Por Arquivo Geral 28/06/2016 12h04

Documentação anexada à proposta de delação premiada feita pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza ao Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) comprovaria a compra, por integrantes do PSDB, de imóveis com a utilização de empréstimos fraudulentos junto ao antigo Banco Rural, o braço financeiro do esquema que ficou conhecido como mensalão tucano. <p><p>O empresário prestou depoimento a promotores na última terça-feira, 21. A expectativa do advogado de Marcos Valério, Jean Robert Kobayashi Júnior, é que a análise da delação seja concluída até quinta-feira, 30. A defesa do empresário não confirmou o teor da documentação entregue ao MP "por comprometer a possibilidade de acordo".<p><p>Conforme fontes ouvidas pelo jornal <b>O Estado de S. Paulo</b>, no entanto, os empréstimos fraudulentos beneficiaram pelo menos dois políticos tucanos mineiros com foro privilegiado. As operações teriam sido realizadas no final da década de 90. <p><p>O mensalão tucano ocorreu durante a gestão do governador Eduardo Azeredo (PSDB), cujo mandato foi de 1995 a 1998. O esquema, conforme as investigações, consistia em desviar recursos de empresas estatais, via agências de publicidade de Marcos Valério, para a campanha do tucano, que foi derrotado nas eleições de 98 por Itamar Franco. Azeredo foi condenado em dezembro do ano passado a 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro e peculato, mas recorre em liberdade.<p><p>Marcos Valério já foi condenado a 37 anos de cadeia por envolvimento no mensalão do PT. O empresário cumpre pena na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte. Caso a promotoria aceite a proposta de delação premiada, Valério teria a possibilidade, como previsto nesse tipo de acordo, de alteração no local de cumprimento da pena ou até mesmo redução no tempo de reclusão. <p><p>Na semana passada, depois do depoimento do empresário ao Ministério Público, o advogado Kobayashi afirmou que Marcos Valério "tem muito o que falar sobre pessoas de vários partidos". Pedidos de delação só são aceitos quando podem contribuir de forma decisiva para as investigações. <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo








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