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Política & Poder

Dividido, PMDB espera antes de declarar apoio

Arquivo Geral

13/01/2015 7h00

A hora é de acalmar os ânimos no PMDB. As negociações entre membros do partido e o governo de Rodrigo Rollemberg para integrar a base acabaram não repercutindo bem na legenda, que agora espera o retorno do presidente regional Tadeu Filippelli, em férias, para definir seu destino, tanto na Câmara Legislativa quanto nas relações com o Executivo.

O líder do partido na Casa, Wellington Luiz (PMDB), acredita que houve precipitação por parte de membros do bloco, formado por PMDB, PP e PTB, ao procurarem membros do governo, incluindo o próprio governador. Diz também  que ainda não foram oferecidas “melhores posições” no governo para que o partido o apoie.

“O que teremos de fato para aderir ao governo? E não estou falando de cargos. Quem está apoiando o governo desde o início quer os melhores espaços no governo enquanto  nós fomos oposição na eleição da Mesa Diretora”, diz. 

O PMDB pode ajudar na  interlocução entre o governo Rollemberg e o da presidente Dilma, já que o vice-presidente Michel Temer e do partido, acredita Wellington. “Podemos ser um facilitador com o governo federal, seja na base ou na oposição”, explica.

Segundo o líder do bloco, há uma precipitação de membros do PMDB, já que os distritais peemedebistas foram, sim, autorizados a conversar com o governo de Rodrigo Rollemberg, mas não a “fechar acordos de apoio” ao novo Buriti dentro da Casa, sem passar pela Executiva do PMDB.

Nada de apoio

“A posição do partido, de não apoiar o governo, será respeitada. Qualquer coisa que fizermos em período de férias, como este, estando cada um em um lugar, é muito difícil. Acredito que tudo só se resolverá em fevereiro, quando voltarmos”, diz o distrital.

Wellington alega que  só se sentirá bem se todos os membros do bloco, que  conta com os também peemedebistas Rafael Prudente e Robério Negreiros, mais Cristiano Araújo (PTB) e Doutor Michel (PP) estiverem contemplados com espaço dentro do governo.

Ele acredita que o governo Rollemberg precisará da ajuda do PMDB para solucionar os problemas, especialmente de caixa, e que as parlamentares que já são da base precisarão ter paciência.

“Em março haverá mais compromissos que o governo não conseguirá honrar, por conta de reajustes para os servidores. O ônus será muito grande para quem vai está na base do governo”, declara.

 Respeito a diretrizes

Ontem o deputado Robério Negreiros (PMDB), que havia confirmado a negociação com o governo de Rodrigo Rollemberg para integrar a base, afirmou que foi mal interpretado e que não usou o nome do partido nas conversas, mas sua posição pessoal.

“Eu sempre fui partidário e não tenho porque fazer diferente. Sempre respeitei as diretrizes do partido, no primeiro mandato e não será diferente agora”, declara Robério.

O deputado afirmou que recebeu com surpresa a resposta do presidente regional do PMDB Tadeu Filippelli, que não gostou de saber que membros do partido estavam se aproximando do Buriti. 

O distrital acredita que houve um erro de interpretação na sua fala e defende sua atitude. “Os deputados do PMDB tiveram uma reunião, logo após o segundo turno das eleições, na antiga residência do vice-governador Tadeu Filippelli, em que fomos autorizados a conversar com o governo, mas sem usar o nome do partido. Nós apenas oferecemos ajuda ao governo como parlamentares, sem o usarmo o nome de partidos”, explica agora Robério Negreiros.

O deputado afirma que depois do problema causado dentro do partido aguardará o retorno de Filippelli para conversar sobre o caso.

Ele esclarece ainda que o partido não é oposição ao governo de Rodrigo Rollemberg, mas adotará posição de independência.

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