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Política & Poder

Dilma entregará a taça ao campeão do mundo

Arquivo Geral

28/06/2014 14h10

Sem os protestos nas ruas como se imaginava que fossem acontecer durante a Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff decidiu entregar a taça ao campeão mundial, no dia 13 de julho, no Maracanã. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, confirmou ontem que ela estará ao lado do presidente da entidade, Joseph Blatter, na entrega do troféu ao capitão da seleção vencedora. 

Em convenção nacional feita em Salvador pelo PCdoB, que garantiu apoio à sua reeleição, a própria Dilma manifestou seu entusiasmo pela Copa, aproveitando para alfinetar os adversários.

Com Gisele Bündchen

Na final da Copa, o troféu entrará no Maracanã levado pela modelo brasileira Gisele Bündchen e pelo espanhol Carles Puyol – o agora ex-jogador foi escolhido por ter sido campeão em 2010, na África do Sul, simbolizando a passagem da taça do antigo para o novo detentor do título mundial.

Dilma hesitou em participar da entrega da taça da Copa do Mundo, ainda que tivesse confirmado há algum tempo que estará presente no Maracanã para acompanhar a final. Por meses, o debate foi travado dentro da Fifa e do governo para definir como seria entregue o troféu ao campeão.

O temor do governo e da Fifa era de que Dilma pudesse ser hostilizada pelos torcedores no momento da entrega do troféu. Na Copa das Confederações, no ano passado, também no Maracanã, a presidente nem foi ao estádio, depois de ter sido vaiada na abertura da competição, em Brasília.

Já na abertura da Copa, no dia 12 de junho, no Itaquerão, Dilma e Blatter foram hostilizados por uma parte do público no estádio em São Paulo. E, temendo novas vaias, ela não fez nenhum pronunciamento na ocasião – foi a primeira vez em duas décadas que um chefe de Estado não discursou no jogo inaugural do Mundial. Desde então, a presidente não foi a mais nenhuma partida.

Mote será resistência “ao ódio”

Na busca por um discurso que emplaque durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor e fiador político, o ex-presidente Lula, resgataram ontem o mote da campanha petista de 2006. “Vou ganhar de novo, com a força do povo”, disse Dilma em convenção estadual do PT na Bahia, fazendo referência ao “Lula de novo, com a força do povo” de oito anos atrás.

Dilma usou a Copa como alegoria do que os filiados ao partido devem esperar da campanha. Repetindo que seus adversários estão “apelando para o ódio”, ela disse esperar “uma eleição difícil”, porque “quem não tem argumento apela para a mentira”. “Mentiram sistematicamente sobre a Copa”, afirmou. “Até pouco tempo atrás, eles diziam que não ia ter Copa e que, se tivesse Copa, ela seria um fracasso”, disse. “Assim como não temos nada do que nos envergonhar sobre a Copa, que é a Copa das Copas, não temos nada do que nos envergonhar desses últimos 11 anos, porque fizemos muito”, completou.

PC do B adere à chapa para reeleição

Em discurso na convenção nacional do PC do B, que formalizou o apoio ao PT, a presidente Dilma Rousseff também citou a Copa. Disse que o governo “não pode baixar a guarda” durante o mundial. “É uma luta diária, a gente não pode nunca baixar a guarda, temos de ficar com a guarda alta garantindo segurança dentro dos estádios. Temos mantido nesse período um controle e um acompanhamento sistemático”, disse Dilma.

No início do discurso, a presidente elogiou a postura do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante a organização do torneio de futebol. 

A presidente agradeceu o apoio do PC do B à sua reeleição. “O PC do B é um dos partidos com maior tradição histórica, a gente pode dizer que, dos partidos hoje atuantes no Brasil, ele é o mais antigo. É também o mais antigo parceiro do PT nessa grande aliança que nos últimos 11 anos vem mudando o Brasil”, afirmou.

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