Depois de deixar a Casa Civil para poder cuidar da campanha presidencial, a petista Dilma Rousseff sabe que uma de suas prioridades será pacificar os aliados em pelo menos cinco estados estratégicos eleitoralmente. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão terão aliados governistas em choque direto, o que poderá comprometer o desempenho da candidata.
Juntos, esses cinco estados representam cerca de 35,3% do eleitorado nacional, ou um contingente de 46,8 milhões de votos. Se os aliados de Dilma estivesse unidos, teriam mais capacidade para transferir seu prestígio regional para a candidata. Divididos, criam constrangimentos para Dilma e para o presidente Lula, que precisarão redobrar a cautela para evitar crise entre aliados por conta de uma eventual preferência dada a algum desses candidatos em detrimento de outros.
Em Minas, o PT não conseguiu amarrar um acordo com o PMDB local. O ex-ministro das Comunicações Hélio Costa lidera as pesquisas, mas não teve sucesso até agora em convencer os petistas a apoiá-lo para o governo. A maior resistência vem do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, pré-candidato e um dos coordenadores da campanha de Dilma.
No Rio, um acordo desse tipo é impossível. Os dois candidatos da base e líderes nas pesquisas são o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), hoje adversários ferrenhos. Ambos pleiteiam a participação de Dilma e Lula em suas campanhas.
Situação semelhante ocorre na Bahia, onde o governador Jaques Wagner (PT) terá o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) como adversário. No Maranhão, contrariando a orientação nacional do partido, que defende o apoio à reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB), o PT aprovou a coligação em torno da candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB).
No Rio Grande do Sul, PMDB e PT não se acertaram. José Fogaça (PMDB) renunciou à Prefeitura de Porto Alegre para enfrentar o ex-ministro Tarso Genro (PT) na disputa pelo governo.
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