A presidente Dilma Rousseff discursou nesta quarta-feira na cerimônia solene de abertura da 54ª legislatura do Congresso Nacional, na qual reiterou seu compromisso com a disciplina fiscal e econômica e afirmou que o Brasil não pode perder a oportunidade de se tornar um país desenvolvido.
Diante do plenário atento, Dilma destacou que, com os avanços econômicos e sociais implantados desde 2003, durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram criadas “todas as condições” para fazer do Brasil um país “economicamente desenvolvido e socialmente justo”.
“A oportunidade que pela primeira vez se coloca para o Brasil de se tornar uma nação desenvolvida não pode ser desperdiçada”, declarou Dilma.
Ela ressaltou que hoje o Brasil “cresce a taxas sustentáveis” e tem “um mercado interno aquecido”, mas também mantém uma “dívida” com milhões de pessoas que ainda vivem na pobreza extrema e que devem ser incorporados aos benefícios do desenvolvimento social e econômico.
Dilma reiterou o que foi seu principal compromisso ao receber o cargo das mãos de Lula, que é encarar um “combate firme e decisivo” contra a miséria.
“O Brasil não pode aceitar mais que milhares de pessoas continuem vivendo na miséria, que não tenham alimentação suficiente, que não tenham um teto para viver”, sustentou a chefe de Estado. “É vergonhoso que, em um país capaz de produzir no ano passado 149,5 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, ainda haja cidadãos que passem fome”.
“A superação da pobreza extrema e a ampliação das oportunidades para todos os brasileiros não constituem ato voluntarista, mas sim a consequência natural de uma política macroeconômica consistente, capaz de gerar um longo ciclo de crescimento sustentado”, acrescentou.
Dilma lembrou que, graças à disciplina fiscal, ao controle da inflação e à estabilidade econômica consolidada, quase 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema desde 2003.
“Manteremos a estabilidade econômica como valor absoluto”, afirmou a presidente. Para ela, essa é a base da justiça econômica e social “para todos os brasileiros”.
A governante reiterou que seu Governo não permitirá “sob nenhuma hipótese, que a inflação volte a corroer nosso tecido econômico e a penalizar os mais pobres”.