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Política & Poder

Dificuldade da Caixa de apresentar proposta aos servidores impede o fim da greve, diz deputado

Arquivo Geral

20/10/2009 0h00

O principal fator que impede o fim da greve dos bancários da Caixa é a falta de apresentação de uma proposta concreta para os servidores, na opinião do deputado federal Geraldo Magela (PT-DF). Ele participou pela manhã da manifestação dos servidores em greve, na porta da sede da Caixa.


“O que está faltando é uma avaliação no sentido de avançar um pouco mais nas negociações, para enfim chegar a um acordo”, disse.


 O deputado participa das negociações que resultem no fim da greve, que se estende há  27 dias. Magela disse está na condição de bancário-deputado e espera que seja feito um acordo semelhante ao do Banco do Brasil (BB), que proporcionou ganhos na participação nos lucros e resultados.


“Considero que com a Caixa possa ser feito o mesmo tipo de acordo, que apresente resultados. A minha posição é de buscar avanços”.


O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal também considera satisfatória a proposta do Banco do Brasil. O diretor financeiro do sindicato, Raimundo Félix, deixou claro que os servidores do BB receberam mais vantagens do que os da Caixa.


“Eles [do Banco do Brasil] deram 3% de plano carreira no salário do trabalhador, além do que a Fenaban ofereceu. Portanto, o aumento real da categoria foi de 9%, e isso deixou os servidores da Caixa chateados”.


O diretor admite que a greve já se estendeu por muito tempo, mas critica a empresa por ter ajuizado um pedido de abusividade no Tribunal Superir do Trabalho, TST. “Consideramos isso uma ofensa, já que estamos abertos ao diálogo”.


Raimundo Félix lembrou que o principal prejudicado com a greve é o trabalhador, que muitas vezes só tem a Caixa como opção de banco. “É ruim para o cidadão, que tem que esperar com as unidades fechadas, principalmente os mais pobres que não têm conta em outros bancos, por isso não estamos satisfeitos com a greve”.


A assembléia dos bancários se reúne novamente hoje (20), às 17h, para decidir os rumos do movimento. Para amanhã está agendada uma audiência de conciliação no TST.

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