Lucas Valença
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O Distrito Federal pode ter uma praça batizada com o nome de Marielle Franco, a vereadora do Psol e ativista dos direitos humanos assassinada em março de 2018, no Rio de Janeiro. O assunto foi debatido nesta segunda-feira (1º) em audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, um dia após as lembranças que marcaram os 55 anos de início do golpe militar de 1964.
O Projeto de Lei n° 167/19 procura dar o nome da ativista ao “logradouro público” em frente à estação de metrô “Galeria dos Estados”. O documento, proposto pelo presidente da Comissão, deputado Fábio Felix (Psol), ainda enfatiza que o relatório da Global Witness de 2018 posiciona o Brasil como um dos países da América Latina que registra altos índices de assassinatos a defensores dos direitos humanos.
A audiência pública ainda marcou posição um dia após os 55 anos do início da regime ditatorial que perdurou por 21 anos. “Ontem tivemos manifestações em todo o Brasil contra a ditadura militar e contra setores da sociedades que querem reescrever a história”, enfatizou o presidente no início da sessão.
O objetivo da audiência pública é evitar que, caso aprovado, o projeto seja derrubado pelo Judiciário como aconteceu no caso da ponte Costa e Silva, que havia sido renomeada para Honestino Guimarães. “Nós vamos apresentar um novo projeto, pois queremos derrubar o nome Costa e Silva daquela ponte. Não podemos homenagear um ditador na capital do nosso país”, afirmou Felix.
Assista à fala do deputado Fábio Felix sobre divergências na ponte Costa e Silva:
A apreciação do parecer da Comissão ainda não tem previsão para ser votado e deve seguir todo o trâmite normal da Casa. Antes de começar os debates, o presidente da Comissão pediu aos presentes que fizessem um minuto de silêncio em homenagem aos “mortos, assassinados e a todos que sofreram com a ditadura de 64”.