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Política & Poder

Deputados Federais do DF se pronunciam sobre a decisão de Waldir Maranhão

Arquivo Geral

09/05/2016 14h23

Por meio de notas e assessores, os deputados federais do Distrito Federal se manifestaram perante decisão, tomada pelo presidente interino da Câmara Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O parecer foi anunciadao no início da tarde desta segunda (9).

Em vídeo, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que presidiu a comissão do impeachment na Câmara, se disse perplexo com a decisão de Maranhão.

Leia mais: Maranhão divulga nota anulando sessão do impeachment

Para o deputado Alberto Fraga do DEM, a resolução é “absurda e um desrespeito à Constituição e ao povo brasileiro. Ainda segundo o deputado, o processo de impeachment foi democrático e o governo teve oportunidade de ampla defesa”.

O deputado Izalci (PSDB)  ressaltou que a decisão não tem valor e precisa ser ignorada. “O deputado Waldir Maranhão não tem autonomia para mudar um julgamento já tomado, afirmou. Segundo Izalci, a decisão pode ser considerada um “abuso de poder”.

“Teremos uma reunião de líderes ainda hoje na Casa e certamente entraremos com  uma representação junto ao Conselho de Ética contra o presidente. Não acredito que o Supremo irá acatar a decisão tomada por um ato irresponsável”, ressaltou.

O deputado Laerte Bessa (PR) classificou a decisão como “esdrúxula”. De acordo com o deputado, o parecer teve interferência do Planalto. “O processo é legítimo e encontra-se no Senado. O deputado não tem poder nenhum, uma vez que já foi encerrado na Câmara. Não se pode anular a decisão tomada em plenário, por 367 deputados de forma legítima”, afirmou Laerte.

Por meio de nota divulgada à imprensa, o deputado Augusto Carvalho (SD), ressaltou que a atitude de Waldir Maranhão é uma “avacalhação”. “Uma decisão irresponsável,  tramada em conluio com o PT e seu governo desmoralizado. Uma decisão como essa não pode se sobrepor a decisão do plenário da Câmara, que é soberana.”, diz a nota.

Ainda segundo o deputado, já foi iniciada reação junto ao Supremo Tribunal Federal para garantir a validade da decisão tomada em plenário.

Para o deputado Rôney Nemer (PMDB) a decisão divulgada por Maranhão deve ser classificada como um devaneio.

A assessoria da deputada Erika Kokay (PT),  única deputada que votou contra o processo de impeachment, afirmou que no momento da divulgação da notícia, a parlamentar estava em trânsito para cumprir agenda de compromissos em São Paulo e, por este motivo, não tem um posicionamento oficial sobre o assunto.

O Jornal de Brasília  não conseguiu contato com o deputado Ronaldo Fonseca (PROS).

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