Deltan Dallagnol e Felipe Barros (PL) foram eleitos para o Senado pelo Paraná neste domingo (4/10). O ex-procurador da Operação Lava Jato obteve 28,98% dos votos e garantiu a vaga matematicamente.
Com 89,25% das urnas apuradas no estado, Barros assegurou a segunda cadeira em disputa com 27,39% dos votos.
A votação de Dallagnol ocorreu sob questionamento judicial, após o ministro Floriano indeferir monocraticamente o registro da candidatura na noite de sábado (3/10). O processo partiu de um pedido conjunto apresentado pela Unidade Popular (UP) e pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PSOL.
O recurso questionou a saída de Dallagnol do Ministério Público Federal em 2021, quando ele respondia a representações ligadas à atuação na Lava Jato. A ação sustentou que a renúncia buscou driblar a Lei da Ficha Limpa, regra que prevê inelegibilidade para membros do órgão que deixem o cargo na iminência de punições disciplinares.
Com base nesse entendimento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia cassado o mandato de deputado federal de Dallagnol por decisão unânime em 2023. Como a decisão monocrática de sábado ocorreu após o lacre dos equipamentos de votação, o nome continuou na urna eletrônica, com previsão de que os votos ficassem anulados sob a determinação judicial.
Em manifestação pública sobre o veto, Dallagnol classificou o episódio como “a maior violência eleitoral da história do Brasil” e convocou os apoiadores a confirmarem seu número na urna durante a votação.