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Política & Poder

Declarações de Chávez são uma insensatez, diz Sarney

Arquivo Geral

09/11/2009 0h00

As declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não devem influenciar na aprovação do protocolo de adesão do país ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). Para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a convocação que Chávez fez ontem (8), no programa Alô, Presidente, aos venezuelanos para uma possível guerra contra a Colômbia é uma insensatez e não deve ser levada a sério.


Sarney não confirmou se a proposta de adesão da Venezuela ao Mercosul será pautada esta semana para votação.


O senador minimizou o efeito das palavras de Chávez: “Não há nenhum vislumbre, nenhuma hipótese de guerra no continente e qualquer atrito que tenhamos nas fronteiras será submetido aos organismos que hoje temos e funcionam muito bem, como a OEA [Organização dos Estados Americanos].”


“Acho que são tão despropositadas essas declarações, que dificilmente elas serão levadas em consideração”, acrescentou o presidente do Senado.


Sarney reafirmou que é contra a entrada da Venezuela no bloco, não pelo país, mas por causa das atitudes antidemocráticas do atual governo. “Tenho manifestado, várias vezes, ser contrário, não à Venezuela, que é um país, mas a seu atual governo. Lutamos bastante para incluir no Mercosul a cláusula democrática e acho que seria um retrocesso se não a utilizássemos para fortificar e aprofundar a democracia no continente.”


De manhã, líderes partidários ouvidos pela Agência Brasil disseram que a palavras de Chávez poderão dificultar a aprovação do tratado.


Ontem (8), em seu programa semanal de rádio e TV, Chávez pediu à população que defenda o território venezuelano de eventuais invasões por militares norte-americanos e colombianos, a partir das bases que os Estados Unidos mantêm na Colômbia.


“Senhores oficiais, a melhor forma de evitar a guerra é preparando-se para ela”, afirmou Chávez. Ele ressaltou que é dos oficiais o dever de ajudar o povo a preparar-se para a guerra, “porque é uma responsabilidade de todos”.


As declarações foram feitas em contexto de crescente tensão na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia e da assinatura de um acordo militar entre os governos colombiano e americano, segundo informações da BBC Brasil.

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