Isabel Paz
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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan, deputado Paulo Tadeu (PT), garante ter comprovado as irregularidades que aconteciam na celebração de contratos entre as empresas citadas nas denúncias de suposto esquema de formação de caixa dois e o GDF, investigadas pela Polícia Federal na Operação Pandora. Essa constatação foi resultado da análise feita pelos técnicos da comissão, que cruzaram dados – com datas, valores e ordens bancárias – e gravações que constam no inquérito 650, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Superfaturamento nos contratos, pagamento de propina para liberação dos recursos, dispensa de licitação não fundamentada, dentre outras irregularidades, foram ingredientes adicionais para reforçar as denúncias do Judiciário. Com uma imensa quantidade de documentos e gravações – incluindo a parte que está em segredo de justiça no STJ –, antes da conclusão da investigação iniciada no Legislativo, o deputado Paulo Tadeu afirmou ontem. “Tenho certeza absoluta que houve corrupção”, disse.
Os mais de 20 técnicos que trabalham na análise documental da CPI constataram que os contratos são provas contundentes do esquema. Segundo Paulo Tadeu, que acompanha todo o processo, “as manobras para o desvio do dinheiro são facilmente comprovadas quando realizado o cruzamento de dados.” Nesta semana, a comissão trabalhou com a análise conjunta dos dados bancários e as gravações encaminhadas pelo STJ.
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