O comentarista político americano Isaiah Martin, crítico do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira (27) a deportação de Flávio Bolsonaro (PL) para o Brasil. A declaração foi publicada nas redes sociais em resposta a uma mensagem do advogado e empresário mexicano Simón Levy, que afirmou que o senador brasileiro havia chegado aos Estados Unidos sob proteção americana.
“Vamos deportá-lo no primeiro dia. Aliás, deveríamos deixar o Brasil prendê-lo no meio da noite, de helicóptero!”, escreveu Martin.
A referência ao helicóptero remete à operação conduzida por forças americanas que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.
Levy havia afirmado que Flávio deixou o Brasil e seguia para os Estados Unidos. Segundo o mexicano, uma operação de proteção americana estaria em andamento para garantir a segurança do senador. Até o momento, porém, não havia confirmação oficial dos governos brasileiro ou americano sobre essas alegações.

Martin também questionou o possível uso de recursos públicos dos Estados Unidos para custear a segurança do parlamentar e defendeu que integrantes do Partido Democrata investiguem eventuais despesas do governo Trump com a proteção e o transporte de Flávio.
“Qualquer tentativa de financiar a equipe de segurança de Flávio Bolsonaro deve ter os recursos cortados assim que os democratas retomarem o controle do Congresso. Espero que o Brasil congele os bens dele para que também não possa pagar por uma equipe de segurança. Então, no primeiro dia após a saída de Trump do poder, todos os Bolsonaro devem ser deportados. Tirem esses bandidos daqui!!”, escreveu o comentarista.
“Cada centavo que Trump usar para abrigar esse fugitivo Bolsonaro deve ser investigado pelos democratas”, publicou.
Em outras mensagens, o comentarista chamou integrantes da família Bolsonaro de “imigrantes ilegais criminosos” e pediu que fossem deportados para o Brasil. Ele também criticou a possibilidade de o governo americano arcar com os custos de segurança do senador.
“Não quero pagar pela segurança daquele bandido do Bolsonaro nos Estados Unidos”, escreveu Martin.