A ausência de José Roberto Arruda (PR) acabou quase esquecida quando os demais candidatos a governador endureceram as críticas à gestão de Agnelo Queiroz (PT), no debate do colégio Maristão, ontem à noite.
Mesmo assim, o petista aproveitou a oportunidade de contra-atacar a cada investida. Apesar de não terem recebido críticas, Toninho do PSOL e Luiz Pitiman (PSDB) acabaram protagonizando embates.
A militância, principalmente do PT, esteve presente ao evento e foi repreendida pelo mediador do debate em alguns momentos.
Cresceu a tensão quando Rodrigo Rollemberg (PSB) desafiou Agnelo a ir até a fila do BRT, diante da insatisfação dos passageiros em relação ao serviço. O contra-ataque do petista foi dizer que o candidato do PSB não teve solidariedade na licitação do transporte público. Rollemberg lembrou a extinção de linhas no Gama e em Santa Maria e convidou Agnelo a ir com ele à Rodoviária.
Quase ao final do debate, Toninho do PSOL mencionou as doações de campanha recebidas pelos adversários. “Como é possível garantir que não existirá compromisso com empresários depois da vitória?”, disparou.
A declaração rendeu direito de resposta a todos os outros candidatos, que defenderam a lisura das contribuições e foram unânimes em exaltar o financiamento público de campanha.
Saiba mais
Agnelo qualificou de mentiras as afirmações de outros candidatos. A plateia reagiu de forma negativa quando o petista disse que o preço do estádio foi de R$ 1,4 bilhão.