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Política & Poder

CPMI: Zanin autoriza G. Dias a ficar em silêncio

A decisão de Zanin causou discórdia na última sessão, já que prevê que o depoente não seja obrigado a ser submetido ao juramento

Camila Bairros

31/08/2023 7h22

Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

O depoimento do general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), está marcado para ocorrer hoje na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. Porém, ele foi autorizado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a permanecer em silêncio.

Isso aconteceu também com o depoente da última terça-feira, o coronel Fábio Augusto Vieira, que comandava a PMDF no dia dos ataques, e preferiu ficar calado e não responder aos questionamentos realizados pela CPMI.

A decisão de Zanin causou discórdia na última sessão, e deve voltar a ser tema de debate, já que prevê que o depoente não seja obrigado a ser submetido ao juramento e, portanto, não precise assumir o compromisso de dizer somente a verdade durante a oitiva. Arthur Maia, presidente da Câmara, chegou a afirmar que, ao barrar a obrigatoriedade do compromisso, o ministro do STF teria autorizado o depoente a mentir.

Sobre a decisão, o ministro Zanin disse que G. Dias não está dispensado de responder a indagações objetivas que não tenham relação com esse conteúdo, já que “todos possuem a obrigação de não faltar com a verdade”.

A oitiva está marcada para começar às 9h.

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