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Política & Poder

CPI dos Transportes: oposição e situação travarão queda de braço sobre acusação contra Rollemberg

Arquivo Geral

22/04/2016 7h00

A versão preliminar do relatório da CPI dos Transportes apresenta elementos tanto para inocentar, como para responsabilizar o governo Rollemberg por ter dado continuidade aos pagamentos para as empresas de ônibus, no controverso sistema licitado pela gestão passada. Por isso, na reta final da comissão, prevista para a próxima segunda-feira, oposição e situação travarão uma queda de braço sobre a questão.

  O presidente da CPI, deputado distrital Bispo Renato (PR), defende a acusação contra o governador Rodrigo Rollemberg e o secretário de Mobilidade Urbana, Marcos Dantas. O relator, deputado Raimundo Ribeiro (PPS), argumentou que o relatório também pode ser concluído com recomendações. No entanto, enfatizou que a decisão será definida em  votação pela  comissão.

Além de Renato e Ribeiro, os membros titulares da CPI são Ricardo Vale (PT), Sandra Faraj (SD) e Rafael Prudente (PMDB). 

“É evidente que houve continuidade. O governo apresentou seus motivos. Entre as recomendações que a CPI vem fazendo para o GDF, algumas foram atendidas, outras não. Está tudo no relatório preliminar”, contou Ribeiro.

Pesa contra Rollemberg a continuidade do pagamento da tarifa técnica para portadores de necessidades especiais (PNEs), à despeito de uma recomendação feita pela Procuradoria-Geral do DF. Pelas contas de Ribeiro, só neste ponto os cofres públicos poderiam economizar R$ 1 milhão por mês. 

Providências

Por outro lado, o GDF tomou providências. Entre elas estão a cobrança do pagamento de verbas de publicidade e correções na  emissão de benefícios, como o Passe Livre. Para o líder do governo na Câmara, deputado Julio César (PRB), a eventual acusação será um grande equívoco. “Vou ver como ficará o relatório final. Mas os culpados estão no nascedouro dessa história”, afirmou.

Para o deputado de oposição Wellington Luiz (PMDB) a gestão Rollemberg foi negligente, insistindo em continuar com pagamentos que lesaram diretamente os cofres públicos.

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