A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan, instaurada para apurar denúncias sobre o suposto esquema de formação de caixa dois no GDF, não funciona. É uma comissão de faz-de-conta. Os requerimentos aprovados em plenário foram engavetados e as informações requeridas foram encaminhadas para os órgãos competentes somente na última quinta-feira, após 68 dias de trabalho.
A operação-abafa parece não ter fim na Câmara Legislativa. Apesar da ocorrência dos encontros semanais, a parte burocrática da comissão não encaminha os requerimentos deliberados em plenário. Resultado: a CPI não anda. “Ela ficou limitada com a mudança dos integrantes”, justificou o deputado Batista das Cooperativas (PRP). Durante um período, o distrital assumiu interinamente a presidência após a saída do deputado Alírio Neto (PPS).
É responsabilidade do presidente da comissão dar prosseguimento às ações deliberadas em plenário. As mudanças ocorridas no formação da CPI e, principalmente, na comando da comissão, foram a alegação para a inércia dos trabalhos. Os distritais disseram que os dados emitidos pela própria comissão estavam equivocados. “Todos os requerimentos eu encaminhei, nada ficou parado”, disse Batista.
Desde sua instauração, os parlamentares integrantes da comissão aprovaram 30 requerimentos. Todos com unanimidade na votação. A documentação solicitava à Codeplan, Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) e às Secretarias de Fazenda, Planejamento e Gestão, Fazenda, Educação, Justiça, Saúde, Desenvolvimento Tecnológico, Desenvolvimento Social, dentre outras, informações sobre os contratos com as empresas que estão sob suspeição no inquérito 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dos requerimentos aprovados, até esta semana, apenas nove haviam sido encaminhados.
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