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Política & Poder

Contas do GDF causam primeiro embate entre Rollemberg e Ibaneis após eleições

Arquivo Geral

13/11/2018 17h37

Fotos: Jornal de Brasília

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) e o atual governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) divergem sobre a previsão de fechamento das contas públicas do Distrito Federal para 2018. O emedebista alega que irá receber o Executivo com um rombo de R$ 5 bilhões. Contudo, o responsável pelas chaves do Palácio do Buriti nega o “presente de grego”. Segundo o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, a expectativa do então governador é deixar a administração com as contas em equilíbrio. Se houver um déficit, será pequeno e administrável nos primeiros meses de 2019.

Este é o primeiro conflito entre Rollemberg e Ibaneis após a eleição de outubro. Segundo Ibaneis, o cálculo para a dívida de R$ 5 bilhões é amplo. Pelas contas do governador eleito, o rombo inclui o pagamento dos reajustes pendentes para os servidores e os retroativos. “Nós não concordamos de maneira nenhuma”, questionou Sampaio. Na visão do chefe da Casa Civil, a questão dos reajustes não pode entrar na conta como uma obrigação do GDF porque está judicializada no Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas com a decisão da corte, o tema pode entrar ou não no orçamento.

“O provimento do STF até o momento favorece a tese do GDF de que esses reajustes não são devidos”, argumenta Sampaio. Rollemberg questiona os reajustes dados pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT), afirmando que o GDF OS prometeu sem ter recursos suficientes em caixa. “Como é que nós podemos reconhecer se o Supremo está nos dando ganho de causa? De maneira nenhuma”, diz Sampaio.

Ele classificou o número apresentado pelo governador eleito como “equivocado”. O chefe da Casa Civil desabafa lembrando que Rollemberg recebeu o Buriti com um rombo de R$ 6,6 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões de déficit fiscal e R$ 3,1 bilhões de dívidas, muitas não registradas. Neste contexto, um dos principais legados prometidos pelo atual governador seria a austeridade e o reequilíbrio das contas públicas.

“Quando o governador eleito diz que vai receber o governo com R$ 5 bilhões, parece que nós vamos passar o governo com as mesmas condições que nós recebemos. Isso não é justo não é verdadeiro. Pagamos um preço altíssimo, inclusive político. As pessoas pressionaram. E nós não fizemos”, comentou. De acordo com Sampaio, o GDF está trabalhando para entregar as contas no verde.

Sampaio ainda não tem a previsão de fechamento oficial do orçamento. Mas garante que o governo está cortando despesas desnecessárias. A promessa é de que o próximo governo terá fluxo de caixa para investir a partir de 2019. Sobre os reajustes, o chefe da Casa Civil ressalta que, após tomar posse, Ibaneis terá toda liberdade para incluí-los ou não no orçamento.

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