Os trabalhadores filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) entregaram hoje (13) à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, um documento pedindo a intensificação do processo de reforma agrária no Brasil.
O documento reconhece os avanços nos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e solicita a manutenção da política de reforma agrária centralizada no governo federal. “É fundamental que o governo de Dilma Rousseff avance na continuidade da reforma agrária ampla, de qualidade e participativa”, diz o documento.
A secretária de Mulheres da Contag, Carmem Foro, disse que avançar na reforma agrária significa a atualização do índice de produtividade no campo, fator imprescindível para avaliar a existência de terras improdutivas. Outro fator de avanço, de acordo com Carmem Foro, deve ser a adoção de um limite para o tamanho da propriedade rural no Brasil.
“Podemos fazer uma lista do tanto de avanço que tivemos nesse período [governo Lula]. Mas temos ainda um conjunto de desafios. Avançar em reforma agrária agora significa a atualização dos índices de produtividade, significa adotar limites para a propriedade da terra. Isso é imprescindível para tirar muitos homens e mulheres que vivem em condições ruins no campo”, afirmou.